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‘FT’: novas bolsas ameaçam domínio da Bovespa no Brasil

Americana Direct Edge anunciou intenção de entrar no mercado brasileiro

Carla Miranda

21 de novembro de 2011 | 12h56

Atualizado às 17h15

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A Bovespa pode deixar de ser “a” bolsa de valores do Brasil, com a chegada de concorrentes e possível fragmentação do setor, avalia o site do “Financial Times“.

A

, competindo diretamente com a BM&FBovespa, pode ser parte de uma tendência que ocorre também em outros países.

“O movimento é um sinal de que forças competitivas que desencadearam a fragmentação do mercado de ações nos Estados Unidos e na Europa chegaram ao Brasil, onde as operações de ações são dominadas pela Bovespa”, afirma a reportagem.

A Direct Edge é a quarta maior operadora de ações dos EUA. A terceira, BATS Global Markets, também tem intenção de atuar no Brasil, conforme anunciado no início do ano. Ainda, a InterncontinentalExchange, bolsa americana de commodities e mercado futuro, comprou 12,5% da Cetip (que faz liquidação e custódia principalmente de títulos privados) em julho.

Para o “FT”, a iniciativa da Direct Edge é, ainda, um indicador de que o Brasil se tornou “um dos mais atraentes cenários para investimentos nas estruturas de mercado, como bolsas e serviços de liquidação e custódia”.

A BM&FBovespa, com sede em São Paulo, é a terceira maior bolsa do mundo em valor de mercado. A Direct Edge planeja montar escritório no Rio de Janeiro e começar a operar no último trimestre de 2012.

Dificuldades

O Itaú BBA afirmou em relatório que também acredita em aumento da concorrência no mercado de ações do Brasil no médio prazo. No entanto, estabelecer um novo negócio no setor de ações “será um desafio para a Direct Edge, particularmente para encontrar um provedor do serviço de clearing [liquidação e custódia], uma vez que a CBLC [Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia], que pertence à BM&FBovespa, não parece ser uma alternativa”.

O relatório lembra que o maior acionista da Direct Edge é a International Securities Exchange (com 31,4%), especializada em opções. Entre outros acionistas estão os bancos JP Morgan e Goldman Sachs.

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