Golpe no Egito causa euforia e bolsa dispara até travar
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Golpe no Egito causa euforia e bolsa dispara até travar

Negócios ficaram suspensos por meia hora para retomarem ritmo normal

Gustavo Santos Ferreira

04 de julho de 2013 | 17h19

A bolsa de valores do Cairo travou nesta quinta-feira, 4. A euforia causada pela queda de Mohamed Morsi, agora ex-presidente do Egito, foi tamanha que o fluxo de negociações superou o permitido.

Em apenas uma hora, mais de 30 bilhões de libras egípcias (cerca de US$ 2,8 bilhões) foram contabilizados em ganhos. Negociações foram suspensas por meia hora para retorno do ritmo normal – informa a agência espanhola Efe.


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O índice EGX-30 – o Ibovespa dos egípcios, digamos – subiu 7,31% nesta quinta.

A instabilidade política no Egito tem abalado a economia do país – e vice e versa.

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Entre 2000 e 2010, o crescimento médio do PIB do país africano foi esplêndido, na casa dos 5%, com picos de 7% em 2007 e 2008.

Mas bons números são apenas bons números quando não são convertidos em qualidade de vida.

A situação econômica do povo egípcio esquenta o caldeirão de revoltas dos últimos tempos.

Também desde 2000, a inflação em 12 meses saltou de 3% para 11%. E o desemprego foi dos 9% da força de trabalho para os 14%.

A renda per capita no país é pouco superior aos US$ 3,1 mil. No ranking da CIA, o Egito está no 140.º lugar em todo o mundo neste quesito.

 

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