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Google: meta é organizar ‘toda informação do mundo, não parte’

Larry Page, um dos fundadores da empresa, dá entrevista a jornal

Carla Miranda

24 de maio de 2010 | 14h33

Atualizado às 14h51

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Larry Page (foto: Reuters/Chip East)

O jornal francês Le Monde publicou nesta segunda-feira, 24, uma entrevista com um dos fundadores do Google, Larry Page, na qual falou sobre as ambições da empresa, comentou a briga com detentores de direitos autorais, alfinetou o concorrente Facebook e abordou um dos assuntos mais discutidos hoje em relação à internet: a privacidade.

“Nossa ambição é organizar toda a informação do mundo, não apenas uma parte. Eu me preocupo, no entanto, com o sentimento que alguns podem ter, de que armanzenar tantas informações não é bom. Nós propomos ferramentas para que os internautas possam ver e controlar o uso que fazemos dos seus dados [o serviço ‘dashboard’]”, disse Page ao jornal.

Ele disse que a maior parte dos dados que o Google armazena são de páginas da web, palavras-chave (usadas para buscas) e endereços de IP (que permitem identificar um computador). “Mas vocês não são identificados”, ressalva. “Nós temos poucas informações pessoais, ao contrário das empresas de cartão de crédito.”

Antes dessas palavras, Page admitiu que o Google Street View, projeto de captar imagens nas ruas, foi um erro. “Nós coletamos dados que não queríamos coletar”.

Facebook ‘não é aberto’

“Quando você se inscreve no Facebook, o site propõe trazer os contatos do GMail [serviço de e-mails do Google]. Já o Facebook não autoriza a exportação dos membros do Facebook no GMail. Contrariamente a nós, o Facebook não é verdadeiramente um sistema aberto”, afirmou o co-fundador do Google.

Direito autoral

“Para colocar [publicações impressas] na internet, é preciso regular os direitos sobre as imagens quando não se conhece o autor. […] Encontrar a solução perfeita levará tempo. […] O risco é de que os conteúdos desapareçam definitivamente”, disse Page ao Monde.

Encontro com Sarkozy

A agenda de Page na França inclui um encontro com o presidente Nicolas Sarkozy, o premiê François Fillon e o ministro da Cultura, Frédéric Mitterand. Na França, o Google foi condenado por violação de direito autoral, e ainda pode ser alvo de um projeto do governo de taxar empresas de internet, que ficou conhecido como “taxa Google”.

Leia a entrevista de Page no site do jornal Le Monde (em francês)

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