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Google tenta ‘sufocar’ protestos contra Buzz, diz jornal

Gigante das buscas é criticado por invasão de privacidade e muda serviço

Carla Miranda

12 de fevereiro de 2010 | 15h01

Atualizado às 16h34

Criticado por sua recém lançada ferramenta de relacionamento social pela internet, chamada Buzz, que estaria expondo informações pessoais dos usuários, o Google anunciou na noite de ontem mudanças para preservar seus clientes. Mas uma reportagem analítica do jornal Financial Times interpretou as medidas do gigante das buscas como mera tentativa de “sufocar” os críticos.  

O QUE É O BUZZ
 O mais novo produto do Google, chamado Buzz, é uma espécie de Twitter dentro de um sistema de e-mails. Clique aqui para saber mais

Tutty Vasques: Ah, bom!

O Buzz é um conjunto de mecanismos implantados no serviço de e-mails Gmail que permitem ao usuário interagir com seus contatos de forma análoga a uma rede social de internet.

Após o lançamento, na terça-feira, a empresa foi criticada por “expor informações pessoais de seus usuários sem a aprovação deles”, afirma o FT. O cerne das reclamações é o fato de que o Buzz cria automaticamente, no Gmail, uma rede social formada por contatos dos usuários de e-mails.

“As pessoas estão surpresas com o fato de o Google tratar uma lista de contatos privados (os e-mails) como uma lista de ‘amigos’”, afirmou ao FT o chefe do Centro de Informações Privadas Eletrônicas, Marc Rotenberg.

As alterações anunciadas pelo Google como resposta incluem uma forma de tornar mais fácil, para os usuários, mexer nas configurações de privacidade, permitindo escolher quem pode e quem não pode ver listas pessoais de contatos.

“Entretanto, a lista de contatos continuará a ser pública até que o usuário faça as mudanças”, afirma o FT. O jornal acrescenta que o Facebook também mudou suas configurações de forma a tornar mais públicas as listas pessoais de contatos, mas depois voltou atrás parcialmente.

O interesse do Google e do Facebook em transformar dados pessoais em públicos é, na visão do jornal, uma tentativa de bater a popularidade do Twitter – site em que a maior parte dos usuários tem perfis públicos.

Leia a reportagem no site do Financial Times (em inglês)

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