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Governo argentino ameaça presidente do BC com ação penal, diz Clarín

Carla Miranda

07 Janeiro 2010 | 10h36

O governo da Argentina já decidiu, segundo o jornal local Clarín, que entrará com uma denúncia penal contra o presidente do banco central, Martín Redrado, caso ele não execute a ordem do governo de destinar US$ 6,569 bilhões das reservas do país ao pagamento da dívida externa.

Redrado é contra o uso das reservas para pagamento da dívida e não habilitou a conta para passar ao Tesouro os recursos das reservas, alegando que só o fará se o Congresso decidir. De acordo com análise do jornal, o governo hoje tem mais influência sobre o Judiciário do que sobre o Legislativo, daí a opção por entrar com ação penal.

O argumento do governo é que, se Redrado não transferir os recursos, estará “descumprindo os deveres de funcionário público”, segundo Aníbal Fernandes, chefe de Gabinete da Presidência.

O jornal chama atenção, ainda, para quatro atos de Redrado na quarta-feira, 6, mostrando que ele já está na oposição ao governo:

Primeiro, recusou-se a renunciar ao cargo, como lhe havia pedido o chefe de Gabinete da Presidência. Depois, encontrou-se com senadores da oposição, contrários ao uso das reservas para pagamento de dívida. Em seguida, desmentiu a afirmação do chefe de Gabinete presidencial de que ele (Redrado) havia colocado seu cargo à disposição. Por fim, manteve a decisão que deu origem à crise: não habilitou a conta para repassar ao Tesouro os recursos solicitados pelo governo.

Leia a reportagem do Clarín na íntegra

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