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Imprensa internacional destaca 1ª vitória chave de Dilma

Sites observam que juros futuros caíram e que este foi um teste político

Carla Miranda

17 de fevereiro de 2011 | 15h51

Os principais serviços internacionais de informações financeiras noticiaram nesta quinta-feira, 17, que a presidente Dilma Rousseff teve sua primeira vitória fundamental no Congresso, ao conseguir a aprovação do reajuste de salário mínimo para R$ 545.

A revista britânica “The Economist” afirma que a vitória de Dilma foi garantida por uma “dura politicagem” do ministro Antonio Palocci, o “peso pesado da Casa Civil”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diz a revista, fez a sua parte “dizendo que seus companheiros sindicalistas que pediam um aumento maior eram ‘oportunistas’”.

O PMDB acabou sendo fundamental na aprovação do reajuste de R$ 545, fato que levou o  “Financial Times” a também citar o ministro da Casa Civil. “A rebelião [peemedebista] foi rapidamente controlada, presumivelmente com a ajuda do astuto ministro Antonio Palocci”, afirmou o site do “FT”, em texto publicado horas antes da aprovação.

A agência de notícias norte-americana Bloomberg notou que o retorno sobre os juros futuros caiu após a aprovação do salário mínimo. Isso significa que os investidores de maneira geral passaram a acreditar que aumentou a chance de o Banco Central reduzir a taxa básica de juros. A lógica é a seguinte: se o salário mínimo aumenta pouco, o governo consegue gastar menos, e a população pobre aumenta menos o ritmo de consumo. Isso diminui a pressão sobre inflação, o que, por sua vez, reduz a necessidade de o Banco Central elevar juros para desestimular o consumo das pessoas.

A agência Reuters despachou em seu serviço internacional a informação de que Dilma passou por um “grande teste” ao aprovar o mínimo de R$ 545. O texto afirma que, por um lado, a vitória do governo reforça a ideia de que haverá disciplina fiscal e, por outro, a presidente “coloca sua popularidade em risco”.

O “Wall Street Journal” também explica que, no Brasil, “conter o salário mínimo é importante porque fundos de pensão federais são indexados a ele”. Para o “Journal”, faltava a Dilma provar que era capaz de manter unida a coalização política herdada de Lula.

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