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Jornais de fora veem Dilma como radical, mas pragmática

Le Monde, NYT e FT repercutem indicação de Dilma à candidatura presidencial

Carla Miranda

22 de fevereiro de 2010 | 11h54

Alguns dos principais jornais do mundo registraram no fim de semana e também nesta segunda-feira (22) a oficialização pelo PT da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência do Brasil, e também as propostas do partido para a área Econômica.

O diário francês Le Monde é um dos que mais se aprofundaram no caso, trazendo duas reportagens: no sábado, um perfil de Dilma com o título “A ‘dama de ferro’ brasileira encarregada de suceder Lula“; nesta segunda, um texto intitulado “Lula prepara sua sucessão à Presidência“.

Para o Monde, as propostas do PT são mais radicais do que a atual linha do governo – mesma avaliação feita pelos maiores jornais brasileiros.  O veículo parisiense cita, ainda, a entrevista de Luiz Inácio Lula da Silva ao Estadão na última sexta-feira, em que o presidente compara o Congresso do PT a uma “feira de produtos  ideológicos”, onde se compra e se vende o que se quer, acrescentando que isso seria “uma riqueza que nem o mais nervoso trotskista seria capaz de perder”.

Mas o Monde ressalva, por outro lado, que a linha de Dilma tende a ser o “pragmatismo econômico e aprofundamento dos programas sociais”, afirmação que é repetida quase que nas mesmas palavras pelo New York Times.

O jornal britânico Financial Times também adota um tom parecido, oscilando entre a possível radicalização e o pragmatismo no caso da vitória de Dilma. Primeiro, o diário destaca que a candidata “estaria “mais à esquerda que a atual administração”, mas em seguida acrescenta que a ministra promete não fazer “mudança súbita de direção”.

Leia os originais:

“A ‘dama de ferro’ brasileira” (Le Monde, em francês)

“Lula prepara sua sucessão” (Le Monde, em francês)

“Partido trabalhista brasileiro endossa Dilma” (Financial Times, em inglês)

“Partido governista indica chefe da equipe de Lula” (New Yok Times, em inglês)

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