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‘Lula ofusca imagem de Dilma’, diz ‘Wall Street Journal’

Jornal explica que lei do Brasil não proíbe congressistas de atuarem no mercado

Carla Miranda

27 de maio de 2011 | 10h22

Atualizado às 11h54

O diário norte-americano “The Wall Street Journal” traz uma reportagem nesta sexta-feira, 27, intitulada “Ex-presidente do Brasil ofusca imagem de Rousseff”.

A atual chefe de Estado e governo teve que recorrer ao seu antecessor, o ex-presidente Lula, para ajudar o governo, que está sendo “sitiado”, diz o texto, devido a “uma crescente confusão em torno da riqueza pessoal do poderoso ministro-chefe da Casa Civil [Antonio Palocci]”.

O “Journal” afirma que Lula se encontrou com aliados no começo da semana para obter apoio para Dilma. “Críticos do governo imediatamente apoderaram-se desta ideia para fazer reviver as antigas preocupações de que a presidente não será capaz de se livrar das sombras de seu antecessor”, diz a reportagem.

O diário, que é americano, explica aos seus leitores que a lei brasileira não proíbe que membros do Congresso mantenham negócios privados ao mesmo tempo em que desempenham suas funções públicas. “Palocci não é acusado formalmente de nenhuma irregularidade […] Mas o Ministério Público pediu que ele justificasse seus ganhos para averiguar se houve impropriedade”, afirma a reportagem.

Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio enquanto exerceu atividade de deputado entre 2006 e 2010. A empresa dele faturou R$ 20 milhões no ano passado; mais da metade desse valor veio após as eleições.

A reportagem, do correspondente Paulo Prada, entrevistou um analista do Eurasia Group em Washington, segundo o qual a intervenção de Lula no governo provavelmente não trará problemas para Dilma. “Se o governo Dilma tiver sucesso, Lula continuará sendo um importante ativo. Se não tiver, então pode-se esperar a volta de Lula nas próximas eleições”, disse o analista consultado, Christopher Garman.

Leia a reportagem no site do “Wall Street Journal” (em inglês)

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