As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Lulismo’ venceu ‘chavismo’, avalia revista ‘The Economist’

Periódico também aborda o futebol e diz que Brasil e Inglaterra estão mais parecidos

Carla Miranda

21 de julho de 2011 | 16h01

Atualizado às 18h05

lula_chavez_ayrton_vignola_ae.jpg
Lula e Chávez em encontro na Venezuela no ano passado (foto: Ayrton Vignola/AE)

A revista britânica “The Economist” traz, na edição que chega às bancas do Reino Unido neste fim de semana, duas reportagens que abordam o Brasil. Uma delas afirma que o “lulismo” triunfou sobre o “chavismo” na América Latina.

O outro texto sobre o Brasil tenta explicar por que o País agora consegue trazer de volta muitos de seus jogadores de futebol  e considera que o País está ficando mais parecido com a Inglaterra.

‘Lulismo’ contra ‘chavismo’

Um exemplo da decadência do “chavismo” e prevalência do “lulismo” é a eleição do presidente Ollanta Humala no Peru. O político, que no passado era seguidor do venezuelano Hugo Chávez, hoje se disse “convertido” ao modelo de Luiz Inácio Lula da Silva. O Peru é hoje a economia latino-americana com maior taxa de crescimento.

“Com sorte, ele (Humala) pode aderir a outro elemento do sucesso brasileiro: o respeito a contratos com investidores privados.

Para a revista, a combinação de investimentos privados com programas sociais “são a fórmula da moda” na América Latina.

Apesar dos elogios, a revista também faz críticas ao modelo brasileiro. Para o texto, gastos públicos no último ano do governo Lula geraram um aquecimento econômico além da conta.

Futebol

A “Economist” apresenta basicamente os mesmos argumentos utilizados em reportagem recente do “Financial Times” para explicar por que é crescente a lista de jogadores de primeira linha que estão saindo de clubes europeus para voltar a atuar no Brasil.

O primeiro fator é o câmbio: o real subiu 35% em relação ao euro entre 2004 e 2010. O segundo é a melhora da administração dos clubes de futebol. “Melhores gestões são vistas em todo o Brasil, do setor privado ao governo de alguns grandes Estados, e os clubes de futebol não são exceção.

No caso do Corinthians, que fez uma proposta de R$ 100 milhões para tirar Carlos Tevez do Manchester United, o time paulista ganhou dinheiro com “novos acordos com a televisão e uma aproximação comercial maior junto à sua vasta base de torcedores”.

Após dizer que a Inglaterra passou por um processo semelhante, o texto termina com uma ironia: “Na verdade, o futebol brasileiro pode estar ficando mais parecido com o inglês em um outro sentido. Na Copa América, o Brasil perdeu para o Paraguai nos pênaltis”.

***

Leia no site da ‘Economist’ (em inglês):

Futebol no Brasil

Políticos latino-americanos

OBSERVAÇÃO: O portal do Estadão não aceita comentários em que predominam letras maiúsculas (veja o Código de Conduta)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.