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Mais de 100 mil protestaram na Espanha contra aperto fiscal

Apesar de a Alemanha aprovar resgate ao sistema financeiro espanhol

Carla Miranda

20 de julho de 2012 | 07h00

No dia em que o Parlamento alemão aprovou um resgate dos bancos da Espanha, o mercado financeiro castigou o país ibérico. O jornal local El País observa que, na quinta-feira 19, a Espanha teve que oferecer juros de 5,2%, 6,4% e 6,7%, respectivamente, para títulos de dois, cinco e sete anos. Esses porcentuais são os mais altos desde a criação do euro.

Os papéis de dez anos eram negociados com juros de mais de 7%. Essa marca, nos últimos tempo, tem sido praticamente um divisor de águas para países europeus. Irlanda, Grécia e Portugal, quando atingiram esse porcentual, tiveram que receber ajuda externa.

Toda essa desconfiança acontece, vale repetir, no momento em que o legislativo da Alemanha, maior economia da Europa, dá sinal verde para a Espanha ter acesso a uma ajuda de 100 bilhões de euros, como afirmou o jornal El País em outra reportagem.

Mais do que isso: a falta de credibilidade permanece mesmo depois que o governo anuncia o maior ajuste fiscal do país desde a democratização. Tal anúncio, aliás, se não foi suficiente para tranquilizar investidores, foi capaz de tirar do sério grande parte dos espanhóis. Na quinta-feira, manifestações contra o corte de gastos e aumento de impostos reuniram 100 mil pessoas na Espanha, segundo cálculos do jornal El País.

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