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Martin Wolf prevê nova crise em país emergente e cita Brasil

Em entrevista, comentarista diz que País não deve ficar 'super confiante'

Carla Miranda

29 de setembro de 2010 | 10h53

“A pior coisa que pode ocorrer com um país é ficar popular no mercado de capitais.”

A frase, do britânico Martin Wolf, um dos mais influentes comentaristas econômicos do mundo, faz parte de uma entrevista dada ao jornal “Valor Econômico” em que ele tenta desconstruir o clima de euforia sobre o Brasil criado no mercado internacional.

“Sempre há países que são o ‘sabor do momento’. E eles são o sabor do momento porque vivem um ‘boom’ de crescimento insustentável, com setor público endividado, setor privado alavancado e moeda se valorizando”, disse o analista.

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“O grande fluxo de capitais valoriza a moeda e reduz competitividade da indústria doméstica. Países como o Brasil terão de administrar essa entrada de capitais para evitar uma nova crise. A nova crise econômica será num país emergente e vai ocorrer dentro dos próximos dois anos”, afirmou Wolf ao “Valor”.  

Ele considera que o atual bom momento econômico do Brasil está muito ligado ao “boom” das commodities, devido ao crescimento da China, e que o alto preço das matérias-primas é temporário.

“Diria que os brasileiros estão aproveitando a admiração e a adulação do resto do mundo, mas é melhor não ficar super confiante; ao contrário, é preciso ficar ainda mais cauteloso e lembrar que, se as coisas deram errado no passado, elas podem dar errado de novo”, disse.

A entrevista está no site do “Valor Econômico” (restrita a assinantes)

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