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Novos empregos nos EUA pagam salários mais baixos

Estrato médio foi o que mais cortou vagas na fase de retração e agora se recupera mais devagar

Carla Miranda

29 de novembro de 2012 | 07h00

A economia dos Estados Unidos não apenas tem criado poucos empregos, como as novas vagas pagam salários menores do que os postos de trabalho que foram fechados com a crise de 2008, mostra dados publicados no New York Times.

O estudo analisou 366 ocupações dos americanos e as dividiu em três grupos de igual tamanho, por faixa salarial. Dos postos de trabalho eliminados no pior momento da crise (2008 a 2010), 60% estavam na faixa intermediária (empregos com ganhos médios entre US$ 13,84 e US$ 21,13 por hora). Quando o mercado melhorou, no entanto, apenas 22% das novas vagas estavam nesse estrato.

Já a faixa salarial mais baixa (US$ 7,69 a US$ 13,83) respondeu por 21% dos empregos perdidos durante a retração e 58% das vagas geradas na recuperação. O segmento mais alto (US$ 21,14 a US$ 54,55), por 19% e 20%, respectivamente.

No atual momento, de lenta melhora do mercado de trabalho americano, as ocupações que mais crescem são a de vendedor no varejo e a de auxiliar de cozinha ou cozinheiro.

Segundo o Times, a redução do estrato médio é uma tendência de longo prazo, que já vinha ocorrendo e apenas se intensificou com a crise.

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