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O’Neill compara Lula e FHC em artigo no ‘Financial Times’

País tem maior pontuação que asiático no índice de Ambiente para Crescimento

Carla Miranda

24 de setembro de 2010 | 15h16

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Lula e FHC em 1º de janeiro de 2003 (foto: Roberto Castro/AE)

O economista Jim O’Neill quer um almoço grátis em Ipanema ao lado de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Ele publicou um artigo no “Financial Times” pedindo para participar, com os dois presidentes, da seção semanal “Lunch with FT” (“Almoço com o FT”), permitindo-lhe “sorver uma caipirinha” e observar a paisagem entre uma pergunta e outra. No texto, aproveita para comparar a atuação de ambos no Planalto.

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O artigo reforça a ideia, já bastante difundida no Brasil, de que Lula deu continuidade a um projeto econômico inaugurado por FHC, acrescentando sua habilidade de “tocar as massas brasileiras” e levar esse tema a outros círculos políticos, dando credibilidade ao projeto de estabilidade econômica entre diversos gestores de políticas públicas.

A maior novidade do texto, no entanto, aparece escondida, no último parágrafo. O’Neill diz que o Brasil tem mais condições de crescimento econômico em longo prazo do que a China, apesar de ter uma população bem menor. O economista acredita que o País possa se expandir entre 5% e 6% anuais “por muitos anos”.

O Goldman Sachs, banco em que O’Neill trabalha, calcula o que ele chama de Pontuação do Ambiente de Crescimento, no qual analisa vários indicadores econômicos. Nesse índice, o Brasil tem a pontuação mais alta entre os Brics, o acrônimo criado por O’Neill para se referir aos quatro países emergentes mais promissores, o Brasil, a Rússia, a Índia e a China.

O que coloca o País nessa posição, diz o economista, são indicadores de macroeconomia, alguns de microeconomia e também de educação – que são melhores do que os dos demais Brics.

“Mesmo assim, a pontuação não é alta como deveria ser para alcançar os melhores padrões do mundo desenvolvido”, afirma O’Neill. “Baixo comércio internacional governo grande demais e um nível de corrupção muito alto são as três principais áreas a serem melhoradas”, afirma o economista.

Leia o artigo no site do “Financial Times” (em inglês)

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