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Obama cobrará dos bancos atitudes defendidas antes da crise

Ele defendera em março de 2008 limites aos riscos assumidos pelos bancos

Carla Miranda

22 de abril de 2010 | 10h38

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará um discurso nesta quinta-feira em Nova York reforçando a cobrança que ele havia feito às instituições financeiras em março de 2008, antes de a crise mundial estourar (e antes de ele ser eleito), informa o Wall Street Journal.

Segundo o diário, a fala de Obama abordará a questão da regulação do mercado financeiro e terá um tom de “Eu não disse?”. Assim, ele busca apoio para seu projeto de aumentar a regulação do sistema financeiro. Em 2008, ele defendera que os norte-americanos tinham o direito de exigir limites aos riscos que os bancos assumem.

“Livre-mercado não significa ter licença para pegar tudo o que se pode, de toda forma como se pode”, afirmará o presidente dos EUA. “Foi isso que aconteceu muito frequentemente nos anos que antecederam a crise. Alguns em Wall Street esqueceram-se de que, por trás de todo dólar que eles negociam ou alavancam, existe uma família que quer comprar uma casa, pagar estudos, abrir um negócio ou poupar para a aposentadoria. O que acontece aqui tem conseqüências reais pelo país.”

Há dois anos, Obama afirmara, dirigindo-se aos bancos: “O Federal Reserve [banco central dos EUA] deve ter autoridade de supervisão básica sobre qualquer instituição à qual ele deixa crédito disponível na condição de emprestador de última instância. Quando o Fed intervém, ele provê aos emprestadores uma política de seguro subscrita por todos os contribuintes norte-americanos. Em troca, os contribuintes têm total direito de esperar que essas instituições não corram riscos excessivos”.

Leia a reportagem no site do Wall Street Journal (em inglês)

Compare os discursos de Obama de 2008 e de hoje (em inglês)

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