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ONG de proteção animal Peta compra ações do McDonald’s

Entidade adquire papéis de ao menos 80 empresas para influenciá-las por dentro

Carla Miranda

26 de maio de 2010 | 15h22

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Peta, que costuma dizer ‘vire vegetariano’, torna-se acionista do McDonald’s
(foto: Francois Lenoir/Reuters)

A organização de proteção aos animais Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) comprou ações de pelo menos 80 empresas cuja prática ela condena, inclusive o McDonald’s e a Kraft Foods, dois de seus principais alvos, segundo reportagem do jornal britânico Telegraph.

Tornando-se acionista, a entidade passa a ter acesso direto aos donos das empresas acusadas de maltratar ou corroborar com maltrato de animais. “Essa decisão nos dá um novo fórum para apresentar as nossas pesquisas aos executivos, acionistas e ao público”, disse ao jornal a ativista da Peta Ashley Byrne.

Segundo declarações dela ao Telegraph, os supermercados Safeway e os restaurantes Ruby Tuesday concordaram em comprar produtos de empresas que usam “métodos mais humanos de abatimento de animais” ou fornecem ovos de galinhas e carne de porco de animais criados ao ar livre.

O jornal Los Angeles Times, que também deu a notícia, comentou que agora a Peta vai tentar negociar acordo com as companhias a portas fechadas. “Se você é extremista, você consegue costurar uma certa gama de apoios. Se você se torna um investidor, você muda para uma posição mais moderada e pode mudar sua identidade e confundir os ativistas mais antigos”, afirmou ao LA Times Hayagreeva Rao, professor de comportamento organizacional na Universidade Stanford.

Leia a reportagem no site do jornal Telegraph (em inglês)

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