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Países do G-8 devem exigir aperto na Grécia, dizem fontes

Jornal ouviu membros da diplomacia reunidos em Deauville, França

Carla Miranda

27 de maio de 2011 | 11h46

O jornal francês “Les Echos” informa que ouviu fontes diplomáticas segundo as quais os países do G-8, reunidos na França, devem exigir esforço fiscal da Grécia. Os chefes de Estado podem dar uma ajuda de até R$ 40 bilhões a países árabes em conflito, mas o diário diz que a principal preocupação da cúpula ainda é a crise na zona do euro.

iuli_nascimento02__.jpgA notícia foi indicada ao Radar Econômico por Iuli Nascimento* (foto), colaborador do blog, que comenta abaixo:

“As primeiras preocupações do grupo são de como enfrentar as dificuldades causadas pelo impacto da crise de 2008 e de como incrementar a dinâmica econômica da zona euro, antes de se preocupar com o apoio aos países árabes engajados em uma transição democrática.

Segundo o jornal “Les Echos”, fontes diplomáticas informam que os dirigentes dos principais países industrializados estão preocupados com a crise da dívida na zona euro e vão provavelmente exigir que a Grécia continue o esforço para sanear sua política orçamentária e o diálogo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Por outro lado, a delegação americana manifestou uma certa inquietação com a recente baixa do euro em relação ao dólar, o que poderia causar dificuldades para as exportações dos EUA. O relatório final deverá sensibilizar tanto os Estados Unidos como o Japão em diminuir a longo prazo os deficits das finanças públicas.

Nessa reunião, o nome de Christine Lagarde estava presente no espírito de todos como a sucessora de Strauss-Khan, com apoio (informal) inclusive da secretária de Estado americano, Hillary Clinton, afirma o “Les Echos”.

Após a catástrofe de Fukushima, a questão nuclear é um outro tema importante que será discutido entre os países do G8. Nessa ocasião, o Japão deverá se engajar, no final de 2012, na organização de um Congresso em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para tratar da segurança nuclear.”

* Iuli Nascimento, geógrafo-urbanista, é coordenador de pesquisa no Institut d’Amenagément et d’Urbanisme Ile de France, em Paris. Ele colabora com o Radar Econômico indicando notícias de jornais europeus sobre economia.

A notícia está no site do “Les Echos”, para assinantes (em francês)

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