finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Antes ileso ao conflito, agora petróleo dos EUA também sobe

Preço da mercadoria texana vinha caindo apesar da crise no mundo árabe

Carla Miranda

23 de fevereiro de 2011 | 13h02

Dias atrás, o preço do petróleo negociado nos Estados Unidos (o WTI – West Texas Intermediate) parecia estar ileso aos conflitos no norte da África, segundo uma análise publicada no site “The Street”, especializado no mercado financeiro. Hoje, nem tanto.

Enquanto o petróleo Brent, comercializado em Londres, subia sem parar nos últimos dias (e continua subindo), a mercadoria negociada nos EUA estava ficando mais barata, surgindo um “descolamento inédito” nos dois mercados internacionais de petróleo, disse o autor do artigo, Jeffrey Kleintop, vice-presidente da LPL Financial.

A mais recente minuta do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) dizia que as expectativas para a inflação em longo prazo permaneceriam no mesmo patamar. Se o BC norte-americano não espera inflação maior, significa que há pouca expectativa para alta no preço do combustível, na opinião de Kleintop.

O autor dá três argumentos que explicam a queda no petróleo texano: os estoques nos EUA estão altos, a demanda tem crescido pouco e o fornecimento está em um nível bom, com importações do petróleo canadense.

Para a alta do petróleo londrino, o analista cita também três motivos: questões geopolíticas (conflitos que podem afetar a produção e o transporte do petróleo oriundo do mundo árabe), queda da produção no Mar do Norte e alta demanda nos mercados emergentes da Ásia.

A análise mereceria aplausos se não tivesse sido publicada na hora errada. O petróleo WTI subia 2% por volta do meio-dia e meia (de Brasília), minutos depois que o artigo saiu no site. O Brent aumentava um pouco mais, 3%, no mesmo horário.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: