Pizza Hut cria cardápio digital para pedidos com o poder da mente
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Pizza Hut cria cardápio digital para pedidos com o poder da mente

Primeiro cardápio do mundo para o subconsciente em testes na Inglaterra rastrear o movimento dos olhos dos clientes e facilita os 'pedidos impulsivos'

Economia & Negócios

05 Dezembro 2014 | 16h40

Drew Harwell

THE WASHINGTON POST

Tecnologia ajuda o cliente a plajenar sua pizza (Reprodução/Youtube)

Tecnologia ajuda o cliente a plajenar sua pizza (Reprodução/Youtube)

Usar a voz para pedir uma pizza é coisa do século passado. A Pizza Hut está agora testando uma tecnologia que permitirá aos comensais fazer seu pedido em questão de segundos, usando apenas os olhos. O futuro chegou!

Descrevendo o invento como “primeiro cardápio do mundo para o subconsciente”, a gigante das pizzas vem testando desde outubro um tablet especial com capacidade para rastrear o movimento dos olhos em alguns de seus 300 endereços na Grã-Bretanha.

O cardápio digital exibe para os comensais um painel de 20 sabores e monta para eles uma pizza com base nos sabores e ingredientes para os quais o freguês olhou por mais tempo. São 4.896 combinações possíveis. Para reiniciar o processo, basta olhar para um botão.

“Finalmente, os fregueses indecisos e aqueles que perdem muito tempo olhando o cardápio poderão poupar alguns momentos e sempre acertar no pedido”, disse um porta-voz da Pizza Hut em pronunciamento, “e com isso o foco da refeição pode ser a parte mais importante – saborear a comida“.

O cardápio, desenvolvido pela empresa sueca de rastreamento ocular Tobii Technology, é o produto de seis meses de experimentos com leitores de retina e “pesquisa psicológica”, de acordo com a Pizza Hut. A expansão do programa para os Estados Unidos é uma possibilidade, com base no sucesso da ideia.

Pedido digital. Em todo o império global das empresas de fast food, poucas empresas investiram tanto em mudar a maneira de fazer o pedido quanto as elites da indústria americana das pizzas, avaliada em US$ 38 bilhões. E há motivos para isso: a Pizza Hut disse que os pedidos digitais corresponderam a 40% das pizzas para viagem no trimestre passado, e a Domino’s disse que os fregueses gastam mais e voltam com maior frequência quando podem fazer o pedido online.

Mas a corrida armamentista das pizzas levou a uma lista cada vez maior de tecnologias questionáveis voltadas para derrubar uma das últimas fronteiras entre fazer o pedido da pizza e comê-la. Os jogadores do Xbox One da Grã-Bretanha podem dizem “Domino’s, feed me” (‘pizzaria Domino’s, me alimente’), e o console ativado por voz envia imediatamente um pedido ao restaurante. E centenas de milhares de fregueses usam a função de pedido por voz do aplicativo da rede para celulares.

Será que o tablet será o arauto do fim da era do cardápio de papel, como espera a Pizza Hut? Para os analistas, isso parece pouco provável. Olhar para uma foto de pepperoni durante alguns segundos é diferente de esperar para cravar os dentes numa deliciosa pizza de queijo. Mas a tecnologia não é tão diferente daquela usada nos onipresentes mecanismos de recomendação do comércio eletrônico, que tentam prever aquilo que interessa ao comprador com base nos itens que foram pesquisados antes.

O que torna os restaurantes tão interessados nos pedidos via tablet? Isso torna mais fácil fazer pedidos impulsivos dos quais podemos nos arrepender, diferentemente do que ocorre ao fazer o pedido pessoalmente a alguém. O aparelho mostra uma ampla gama de ingredientes atraentes, aumentando a probabilidade de vermos os adicionais que mais nos interessam. E os pedidos se tornam mais fáceis e convenientes, num processo mais automatizado, com um menor número de seres humanos intermediando os pedidos (e cobrando salários por isso)./Tradução de Augusto Calil

 

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