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Presidente do Google quer pressão para ‘melhorar’ a China

Eric Schmidt diz em Davos que gostaria 'muito' que a empresa continuasse no país

Carla Miranda

29 Janeiro 2010 | 14h10

Atualizado às 16h18

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Schmidt, do Google, no Fórum de Davos (foto: Laurent Gillieron/Efe)

O presidente do Google, Eric Schmidt, disse nesta sexta-feira no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), que não gosta de censura e que espera ser possível fazer “pressão” para “as coisas melhorarem” na China, relata blog do Wall Street Journal.

“Nós gostamos do que a China está fazendo em termos de crescimento […] nós só não gostamos de censura. Esperamos que isso mude e que possamos pressionar para fazer as coisas melhorarem para o povo chinês”, afirmou Schmidt. “Nós gostaríamos muito de ficar na China”, acrescentou.

Google e China vivem um momento de tensão. No dia 12 de janeiro, a empresa norte-americana ameaçou sair do país asiático depois de descobrir que contas do serviço de comunicação Gmail usadas por ativistas de direitos humanos vinham sendo invadidas por meio de um ciberataque.

O colunista do Wall Street Journal David Pilling, em outro artigo, lembrou que o Google, há quatro anos, precisou se curvar à autoridade de Pequim para entrar no país, aceitando a censura aos resultados das buscas. Em reportagem publicada também nesta sexta-feira, o site do jornal diz que Schmidt defendeu, no Fórum, a recente decisão da companhia de parar de obedecer as regras de censura do governo chinês sobre o sistema de buscas.

Leia as informações no blog do Wall Street Journal em Davos (em inglês)