Refeição em bares e restaurantes fica mais cara no mês da Copa
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Refeição em bares e restaurantes fica mais cara no mês da Copa

Em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, item foi um dos que mais contribuiu para a alta de preços nas duas primeiras semanas de junho, segundo o IPC-S

Yolanda Fordelone

17 de junho de 2014 | 08h38

Nas últimas duas semanas, a inflação em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre tem sido puxada, entre outros itens, pela variação dos preços em bares e restaurantes. Com a Copa do Mundo e a maior movimentação de pessoas assistindo aos jogos fora de casa, os preços podem avançar ainda mais.

Em São Paulo, a inflação de bares e restaurantes foi de 1,02% na pesquisa da primeira semana de junho e de 0,90% na da segunda semana, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A variação apurada se refere ao aumento de preços registrado nas últimas quatro semanas anteriores à divulgação, tecnicamente chamada de inflação quadrissemanal.

No caso do Rio de Janeiro, os preços subiram 0,68% na primeira semana e 0,59% na segunda semana. As refeições em bares e restaurantes de Porto Alegre registraram inflação de 0,28% na primeira semana e 0,83% na segunda semana.

À primeira vista, o número pode parecer baixo, mas segundo a FGV o item aparece entre os principais que contribuíram para a inflação no período. Por isso, ao sair para assistir aos jogos da Copa cuidado com a empolgação, pois ela pode custar caro.

O índice oficial de inflação (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) de junho ainda não foi divulgado, mas até maio acumula alta de 3,33%. As refeições fora de casa sofreram aumento de preços um ponto porcentual acima do IPCA (4,33%). A alimentação fora de domicílio – que também inclui o consumo de bebidas, doces e outros – sobe 4,46% no ano.

IPC-S. O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) recuou em seis das sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de junho em relação à primeira leitura do mês. No geral, o IPC-S teve retração de 0,46% para 0,36% entre os dois períodos.

Por região, o IPC-S apresentou decréscimo na taxa de variação de preços em Brasília (de 0,76% para 0,50%), Belo Horizonte (de 0,28% para 0,16%), Recife (de 0,91% para 0,70%), Rio de Janeiro (de 0,48% para 0,33%), Porto Alegre (de 0,23% para 0,20%) e São Paulo (de 0,39% para 0,30%). Em contrapartida, o IPC-S acelerou em Salvador (de 0,58% para 0,62%).

Foto: Amanda Perobelli/Estadão

(Post com informações da Agência Estado)

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