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Reino Unido taxa mansões e corta IR de pessoa física

Medidas do governo foram criticadas por empregados e empresários

Carla Miranda

21 de março de 2012 | 12h44

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O governo do Reino Unido anunciou a criação de uma taxa de 7% sobre a venda de imóveis acima de 2 milhões de libras esterlinas (R$ 5,8 milhões na cotação atual). O dinheiro arrecadado será usado para cobrir parte da perda que o governo terá com o corte de outros impostos, observa a imprensa britânica.

“George Osborne, está usando o orçamento para rearranjar a forma como a riqueza é taxada”, avaliou o “Financial Times”. O jornal “The Times“, com a manchete “Super-ricos pagarão pelos cortes de taxas de Osborne”, relata que o governo faz uma “mudança significativa” de alvo “na direção dos ricos”.

O corte do imposto de renda beneficiará a ponta dos mais pobres e a dos mais ricos. Primeiro, aumentando do valor que uma pessoa precisa ganhar por ano para ficar isento de imposto de renda. Esse limite subirá de £ 8.105 anuais para £ 9.205 (R$ 26,6 mil).

O site do jornal “Daily Mail” fez as contas e notou que cada uma das pessoas que se tornarem isentas (2 milhões no total) deixará de repassar ao Estado £ 346 por ano (R$ 1 mil).

O outro corte no imposto de renda será na alíquota mais alta, que atinge quem ganha mais de £ 150 mil por ano. A alíquota será reduzida de 50% para 45%, inicialmente, e pode ser baixada para 40% no futuro, segundo Osborne.

Ainda, Osborne anunciou o corte de taxas sobre empresas.

Ao tentar incorporar em um mesmo plano uma reivindicação dos dois lados – os mais ricos e os mais pobres, o ministro desagradou a ambos. “O ministro deu um tapa na cara dos desempregados e mal pagos”, disse um líder sindical ao “Financial Times”, referindo-se ao corte da alíquota de IR sobre os mais ricos. Já o “Institute of Directors”, uma associação de empresas, disse que cortes de impostos sobre empresas “são bem-vindos, mas não são suficientes”.

Taxa ‘Robin Hood’

As mudanças anunciadas por Osborne vêm no momento em que crescem, em vários países, movimentos que pedem aumento de impostos sobre os mais ricos para ajudar os países desenvolvidos a reequilibrarem as contas.

Nos Estados Unidos, os bilionários Bill Gates e Warren Buffet defendem o aumento de impostos sobre os mais ricos, o que tem sido chamado de “taxa Robin Hood”. Buffett diz que paga menos imposto que sua secretária.

Na França, o candidato à presidência François Hollande apresenta a proposta mais radical nesse sentido: ele quer uma alíquota de 75% sobre a renda de quem ganha mais de 1 milhão de euros por ano.

No caso do Reino Unido, os críticos têm afirmado que as taxas sobre as mansões têm um efeito “mais político do que econômico”.

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