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Sarkozy tem impopularidade recorde; socialista ganha espaço

Quase 70% desaprovam o presidente francês e metade aprova membro do PS

Carla Miranda

19 de outubro de 2010 | 17h20

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Sarkozy, com a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente russo Dmitry Medvedev, antes de reunião nesta terça (foto: Remy de la Mauviniere/Reuters)

Os problemas econômicos enfrentados pela França, agora manifestos na forma de greves e atos públicos que reúnem mais de 1 milhão de pessoas, levaram o presidente Nicolas Sarkozy a atingir marca recorde de impopularidade, segundo pesquisa BVA-Orange-L’Express-France Inter, publicada no site da revista “L’Express”.

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A avaliação negativa do presidente francês está em 69%, cinco pontos percentuais acima do verificado em setembro. A aprovação está em 30%, queda de dois pontos. Entre os simpatizantes da direita, 70% fazem avaliação positiva de Sarkozy.

O primeiro-ministro, François Fillon, também está em baixa. Pela primeira vez desde que assumiu o cargo, mais de um em cada dois franceses o desaprovam (52%).

De outro lado, a primeira secretária do Partido Socialista, Martine Aubry, subiu cinco pontos na pesquisa, tendo agora uma aprovação de 49%, acima da aprovação do atual premiê (45%).

O levantamento também pediu a opinião sobre o diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), que é socialista e francês. Ele ganhou dois pontos de aprovação, chegando a 54%.

Aposentadoria

Nesta terça-feira, 19, movimentos sociais fizeram manifestações em várias cidades da França e reuniram 3,5 milhões de pessoas segundo os organizadores, e 1,1 milhão segundo o governo. A greve geral afeta principalmente o transporte e o abastecimento do país.

Sarkozy propõe uma reforma da previdência em que a idade da aposentadoria aumentaria de 60 para 62 anos. No entanto, como observou o colunista do Estadão Celso Ming, uma novidade na atual onda de protestos contra a reforma é a presença maior dos jovens. Com alto desemprego no país, eles querem que os idosos se aposentem logo para abrir espaço a quem está entrando no mercado de trabalho.

Leia notícia sobre a pesquisa no site da revista “L’Express” (em francês)

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