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Sem petróleo, interior de MG ‘sonha’ com royalties, diz jornal

Veja as principais notícias de economia de jornais regionais do País

Carla Miranda

19 de março de 2010 | 14h50

Atualizado às 17h58*

Enquanto no Espírito Santo o jornal local A Gazeta afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “lavou as mãos” sobre a polêmica distribuição de royalties do petróleo, publicações de Estados não produtores começam a fazer as contas de quando a nova divisão poderia render a mais.

O Estado de Minas afirma que a mudança na partilha dos recursos “seria a redenção” para as cidades pobres do Estado. Sob o título “Interior de MG já sonha com royalties do petróleo”, a reportagem destaca o exemplo de “Poté, no Mucuri, que recebe apenas R$ 101 mil por mês de FPF [Fundo de Participação dos Municípios], passaria a ganhar R$ 935 mil”.

No Sul, o Jornal VS, do Vale dos Sinos, na cidade de São Leopoldo, afirma que cinco municípios da região receberão nove vezes mais que hoje se a nova partilha for aprovada. O volume subiria de R$ 1,2 milhão para R$ 11,6 milhões. Por outro lado, cidades litorâneas do Estado, que são pontos de desembarque para a Petrobrás, teriam “perdas significativas”, segundo a reportagem. O Jornal NH, de Novo Hamburgo, calcula que sua região receba royalties de R$ 54,49 milhões com pré-sal.

Ainda no Rio Grande do Sul, o Diário de Canoas disse que o município de mesmo nome perderia cerca de R$ 1 milhão, ao mesmo tempo em que o de Nova Santa Rita sairia ganhando.

A chamada emenda Ibsen, que propõe nova distribuição dos royalties do petróleo, foi aprovada pela Câmara e precisa passar pelo Senado e ser assinado pelo presidente da República. Ela vale não apenas para o petróleo da camada pré-sal, mas também para o óleo que já está sendo extraído.

Apesar da briga entre Estados, um estudo coordenado pelo professor Cláudio Dantas, do Departamento de Economia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), constata que os royalties não melhoraram vida em municípios produtores.

* Errata: as cidades litorâneas do RS não produzem petróleo, como era afirmado incorretamente neste texto; elas são beneficiadas por operações de descarregamento da Petrobras

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