As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

EUA: Senado fica a 30 horas da maior reforma financeira desde 1930

Parlamentares aprovaram medida para encerrar debate e volta lei até sexta

Carla Miranda

20 de maio de 2010 | 17h32

O Senado dos Estados Unidos aprovou na tarde desta quinta-feira, 20, a proposta de dar no máximo mais 30 horas de debate antes da votação final sobre a legislação de revisão do sistema financeiro do país, informa o site do New York Times.

O Wall Street Journal lembra que, se o projeto for aprovado, resultará na maior reforma para a regulação do sistema financeiro dos EUA desde a década de 1930.

A votação desta quinta-feira foi apertada. Até ontem, havia 55 votos favoráveis ao projeto, sendo que seriam necessários 60. O Journal explica que, numa decisão de última hora, o senador republicano (partido de oposição) Scott Brown, de Massachusetts, resolveu aderir aos democratas (do governo, autor do projeto).

“Ele apoiou o esforço [dos democratas] nesta quinta-feira depois de ter a garantia de que administradores de grandes fundos sediados em Massachusetts […] ficariam blindados ante limites de operações que o projeto de lei vai impor a grandes bancos”, afirma o jornal.

Junto com Brown, outros dois senadores republicanos aderiram ao projeto hoje, além de mais dois independentes, de acordo com o WSJ. A votação desta quinta, sobre o fim do debate, ficou em 60 a 40.

Mais regulação

O objetivo da reforma é aumentar a regulação no setor financeiro de forma a evitar que se repitam práticas que contribuíram para a crise financeira internacional, cujo estopim deu-se em 2008.

Segundo o Wall Street Journal, o projeto de lei cria uma nova forma de o governo lidar com as empresas prestes a falir, para evitar que não seja necessário socorrer companhias com dinheiro público companhias quebradas. Além disso, diz o jornal, o projeto cria uma nova agência de proteção ao consumidor.

Entre as emendas em discussão, informa o site do New York Times, está também a proposta de impedir os bancos de operarem ao mesmo tempo carteiras próprias e carteiras de clientes. De autoria dos senadores democratas Jeff Merkley e Carl Levin, a medida ficou conhecida como “regra de Volcker”, em referência ao ex-presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA) Paul Volcker, que propôs a idea.

Se o projeto for aprovado, deve ser conciliado com o texto que passou na Câmara em dezembro, relata o NYT.

Leia a reportagem no site do Wall Street Journal (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.