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Serra se perdeu em ‘clichês’, diz ‘Wall Street Journal’

Reportagem avalia que candidato não conseguiu se diferenciar da rival

Carla Miranda

26 de outubro de 2010 | 14h58

O “Wall Street Journal” publicou uma reportagem nesta terça-feira, 26, sobre o candidato José Serra (PSDB), na qual considera que ele “não conseguiu se diferenciar da escolhida do presidente”, a candidata Dilma Rousseff (PT).

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Descrito como “um centrista respeitável”, Serra é criticado pelo “Journal” pela forma como vem conduzindo sua campanha.

O texto destaca uma frase que Serra disse em entrevista à “Veja” (descrita como “uma revista semanal voltada para as classes média e alta que apoiam os social-democratas”): “Eu me preparei a vida inteira para ser presidente”. Mas, segundo a reportagem, a ascensão do candidato “parece improvável”.

“Em vez de ser específico, o senhor Serra frequentemente se atém a clichês que simplesmente prometem um Brasil melhor”, afirma o texto, assinado pelo correspondente no País, Paulo Prada.

A reportagem diz que o partido de Serra foi responsável por controlar a inflação e estabelecer a taxa de câmbio flutuante, “o que encerrou um período de décadas de instabilidade”, mas “o senhor Da Silva mais tarde abraçou essas políticas e hoje é amplamente visto pelos eleitores como responsável pela atual prosperidade [do País]”.

A dificuldade de Serra de sair dos clichês e se diferenciar de Dilma, na avaliação da reportagem, está no fato de que ele, assim como sua adversária, “acredita em um governo central forte com um papel ativo na economia”.

O jornal lembra que, quando ministro do Planejamento, Serra “chocou-se com membros mais conservadores do governo de centro-direita, por causa de seus projetos, que causavam dor de cabeça no ministro da Fazenda”. Atualmente, observa a reportagem, o candidato propõe “grandes aumentos nos já custosos salário mínimo, pensões e programas sociais”.

O jornal publicou em seu site um álbum de fotos do candidato, com imagens que vão desde a infância dele, cedidas pelos organizadores da campanha.

Leia a reportagem no site do “Wall Street Journal” (em inglês)

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