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Sindicalistas pró-Cristina Kirchner rejeitam índice oficial de inflação

Eles querem 'medições reais' do custo de vida, segundo o jornal La Nación

Carla Miranda

21 de agosto de 2012 | 15h32

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Sindicalistas alinhados com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, vão pedir ao governo para usar outra forma de medição de inflação, que não a atual, para negociar o reajuste do salário mínimo, informa o jornal La Nación.

É mais um sinal de que nem mesmo os aliados do governo confiam nas estatística oficial.

Membros da CGT (Confederación General del Trabajo) e da CTA (Central de Trabajadores de la Argentina) mais próximos do governo pedirão ao Ministério do Trabalho um aumento entre 20% e 25%, segundo o jornal, o que levaria o salário mínimo dos atuais 2,3 mil pesos (R$ 1 mil) para um valor entre 2,8 mil e 3 mil pesos (R$ 1,2 mil a R$ 1,3 mil).

Segundo o Indec, o escritório de estatísticas do governo, a inflação acumulada na Grande Buenos Aires de agosto de 2011 a julho deste ano foi de 9%.

Os índices oficias de inflação na Argentina são questionados desde que o secretário do Comércio Interior, Guillermo Moreno, alterou a metodologia de cálculo, em 2007. No ano passado, o governo multou consultorias que divulgaram levantamento de preços, com base na lei que impede a difusão de informações que possa confundir o consumidor. A ação gerou ainda mais desconfiança ante o dado oficial.

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