As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Soros: euro passará por testes maiores que o da Grécia

Em artigo, megainvestidor diz que moeda foi construída de modo imperfeito

Carla Miranda

22 de fevereiro de 2010 | 14h39

O megainvestidor George Soros publicou nesta segunda-feira (22) um artigo no jornal britânico Financial Times afirmando que o euro foi construído de forma “imperfeita” e que a moeda europeia ainda vai passar por novos testes, maiores ainda do que o atual, provocado pelo risco de a Grécia não conseguir honrar suas dívidas.

MAIS NO RADAR ECONÔMICO
 Remédio mais caro do mundo custa mais de US$ 400 mil por ano
Jornais estrangeiros veem Dilma como radical, mas pragmática

O problema do euro, segundo Soros, está no fato de que foi construído para ser uma união apenas monetária, e não política. As 16 nações participantes compartilham o mesmo banco central, mas não o mesmo Tesouro.

“Quando o sistema financeiro corre risco de entrar em colapso, o banco central pode prover liquidez [moeda para que o sistema continue funcionando], mas só o Tesouro pode lidar com problemas de solvência”, afirma Soros. Para ele, o Tesouro é um órgão que pode ser usado para taxar cidadãos em momentos de crise, e isso não pode ser feita de forma centralizada pelos países que usam o euro.

Soros dá uma receita para evitar novas crises: são necessários uma “vigilância mais intrusiva” nos países do euro e novos arranjos institucionais para dar assistência às nações em casos específicos. Um mercado bem organizado de venda de “eurobond” [títulos emitidos pela zona do euro] “seria desejável”. “A questão é se pode ser criada vontade política para dar esses passos”, afirma Soros.

Leia o artigo na íntegra no site do Financial Times (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.