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Telefónica contrata acionista da PT para tentar comprar Vivo

Espanhola contratou banco UBS, um dos sócios da Portgual Telecom

Carla Miranda

24 de maio de 2010 | 11h19

Atualizado às 11h59

A empresa espanhola Telefónica é dona de metade da Vivo, operadora de telefonia móvel, e quer comprar a outra metade, que pertence à Portugal Telecom. Para isso, os espanhóis ofereceram 5,7 bilhões à Portugal Telecom, que por sua vez reluta em aceitar a proposta.

Agora – e aqui está a novidade, contada nesta segunda-feira, 24, pelo Wall Street Journal – a Telefónica contratou um sócio minoritário da Portugal Telecom, o banco suíço UBS, para convencer a mesma Portugal Telecom a vender a parte dela na Vivo.

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O UBS, por sinal, aumentou sua participação na PT no dia 12 de maio, passando a deter 2,21% do capital da empresa portuguesa, como noticiou à época o diário português Jornal de Negócios.

O banco Credit Suisse, segundo o Wall Street Journal, também está ajudando a Telefónica a levantar argumentos para convencer os acionistas da PT a vender a Vivo.

A reportagem do WSJ, que diz ter obtido as informações com pessoas ligadas à negociação, a Telefónica tem o objetivo de convencer os acionistas norte-americanos da PT, especificamente os Brandes Funds e o Blackrock.

Além da Vivo, a Telefónica controla no Brasil a Telefônica, de telefonia fixa.

A disputa pelo controle da Vivo está acirrada porque a empresa é vista como fundamental para o crescimento de seus dois donos (Telefónica e PT). A espanhola espera aumentar a sinergia com a brasileira para melhorar seus resultados, uma vez que tem perdido espaço relativo na área de telefonia fixa no País.

De outro lado, o primeiro-ministro português, José Sócrates, disse que a PT é um “ativo estratégico” para o país e que o Brasil é um “mercado-chave”.

Leia a reportagem no site do Wall Street Journal (em inglês)

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