As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Telefónica cogita comprar Portugal Telecom, diz jornal

Problemas no Brasil fazem empresa espanhola pensar em solução radical

Carla Miranda

25 de fevereiro de 2010 | 10h23

A companhia espanhola Telefónica cogita tomar uma decisão “radical” devido a problemas nas suas operações brasileiras, afirma o jornal britânico Financial Times. Entre as possibilidades está a compra da Telecom Italia – tema já muito especulado – ou mesmo da Portugal Telecom, segundo a reportagem.

A publicação deixa claro que por enquanto nenhuma decisão foi tomada, mas acrescenta que a empresa “explora muitas soluções ambiciosas”. O objetivo seria “curar uma doença no coração do império latino-americano da companhia” – o Brasil.

O jornal cita três problemas principais da Telefónica no Brasil. Primeiro, o fato de reguladores terem insistido na suspensão temporária das vendas de pacotes de banda larga depois que muitos clientes ficaram sem acesso à internet devido a duas falhas na rede.

Segundo, o crescimento da Vivo (que pertence à Telefónica e à Portugal Telecom) está se desacelerando. Terceiro, o aumento da competição no mercado brasileiro, depois da fusão da Brasil Telecom com a Telema (Oi). Ainda, a francesa Vivendi “serrou” o interesse da Telefónica em comprar a brasileira GVT, e a mexicana América Móvil, arquirrival da Telefónica na América Latina e dona da Claro no Brasil, anunciou planos de integrar negócios de telefonia fixa e móvel.

Para responder à decisão da América Móvil, diz o Financial Times, a Telefónica tem intenção de fundir seus ativos em telefonia fixa e móvel no Brasil. A empresa espanhola é dona de metade da operadora Vivo, e está relutante em “compartilhar sinergias” com a Portugal Telecom, proprietária da outra parte da operadora.

O presidente mundial da Telfónica, César Alierta, já tentou várias vezes comprar a parte da Portugal Telecom na Vivo, mas, desta vez, a intenção é comprar a própria Portugal Telecom, diz o jornal.

Leia reportagem no site do Financial Times (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.