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‘The Economist’: na crise, remessas de emigrantes salvam países pobres

Indicador não para de subir, compensando queda no investimento estrangeiro direto

Carla Miranda

28 de novembro de 2012 | 07h00

Os 48 países mais pobres do mundo têm recebido cada vez mais dinheiro de seus emigrantes, normalmente habitantes de países ricos, que enviam parte de seus ganhos para familiares em suas terras de origem.

Um gráfico publicado no site da revista The Economist, reproduzido abaixo, mostra com clareza que essas remessas têm sido fundamentais para que os países pobres não sofram com a redução dos investimentos estrangeiros diretos, que vêm caindo fortemente desde a crise.

A linha azul claro, dos investimentos estrangeiros, indica uma queda nesse tipo de transferência. Já a azul escuro aponta uma alta quase mesma proporção.

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Em 2011, as remessas para os 48 países mais pobres somou US$ 27 bilhões, o que equivale a 15% de tudo o que essas nações exportam.

No entanto, esse mesmo gráfico mostra que os países menos desenvolvidos ainda dependem em grande dos ricos. A ajuda oficial que essas nações recebem dos mercados desenvolvidos ainda representa muito mais do que as remessas e os investimentos diretos, tendo atingido US$ 42 bilhões em 2010.

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