Trabalhadores de lanchonetes nos EUA custam US$ 7 bi aos contribuintes; país é dos mais desiguais
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Trabalhadores de lanchonetes nos EUA custam US$ 7 bi aos contribuintes; país é dos mais desiguais

15% dos americanos precisa de ajuda contra a fome

Gustavo Santos Ferreira

18 de outubro de 2013 | 19h01

Trabalhadores de redes de fast food nos Estados Unidos não teriam o que comer nem teriam acesso à saúde básica não fossem gastos pelo governo US$ 7 bilhões por ano dos impostos pagos pelos contribuintes – afirma reportagem do Huffington Post desta sexta-feira, 18. Os dados são das universidades da Califórnia e de Illinois.

Essas lanchonetes têm receitas anuais na casa dos US$ 200 bilhões (R$ 436 bilhões, na cotação do dólar de R$ 2,18). Mas os salários pagos são baixíssimos. O piso anual definido para a categoria pelo governo é de US$ 7,25 (R$ 16,25) por hora. A classe reivindica o dobro disso.

Na média, o salário estimado dos fazedores de lanche do McDonald’s é de US$ 8,94 (R$ 19,49) por hora. Enquanto isso, o CEO da empresa teria salário anual de US$ 13,8 milhões (R$ 30 milhões).

Entre os gastos com assistência, os feitos com trabalhadores do McDonald’s – perdoem-nos pela aparente perseguição – são os mais onerosos: US$ 1,2 bilhão. Veja aí o ranking completo das empresas de fast food cujos funcionários mais custam aos pagadores de impostos americanos:

Este quadro ajuda evidenciar a grande concentração de renda do país mais rico do mundo.

Apesar das importantes crises de Orçamento e do teto da dívida, a desigualdade é o maior problema dos Estados Unidos para Robert Schiller, recém premiado Nobel.

Estudos recentes confirmam essa tese: entre todos os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),

, em situação mais favorável somente que Turquia, México e Chile.

Outro dado que dá boa noção do tamanho da pobreza entre as famílias nos Estados Unidos: por ano, pelo menos 15% da população precisa receber dinheiro do governo para comer. Apenas em Nova York, o programa Opportunity NYC, baseado em partes no Bolsa Família do governo do PT, mantém cerca de 5 mil famílias afastadas da fome.

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