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Com Dilma, reduz-se chance de reforma, diz ‘Financial Times’

Jornal diz ainda que Serra não fez um programa de governo convincente

Carla Miranda

26 de agosto de 2010 | 17h01

O diário britânico “Financial Times”, jornal que mais cita o Brasil, tem acompanhado de perto o tema das eleições no País.

O correspondente em São Paulo, Jonathan Wheatley, afirma que, com a subida da candidata Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas, “torna cada vez mais provável que as atuais políticas econômicas e sociais permaneçam pelo menos nos próximos quatro anos e reduz a chance de uma reforma no Estado brasileiro que muitos analistas esperavam de um governo liderado por [José] Serra [PSDB]”.

Por outro lado, o texto diz que Serra não conseguiu apresentar um programa de governo capaz de fazer frente à “esmagadora popularidade de Lula da Silva”.

A reportagem é um desdobramento de um texto que Wheatley publicou na terça-feira, 24, no blog Beyond Brics, feito por correspondentes localizados em países emergentes. Em seu post, ele disse que Dilma deve ter uma “vitória retubmante” em outubro.

O “Financial Times” foi o jornal que mais fez referências ao Brasil no primeiro trimestre deste ano, entre grandes veículos de comunicação de 11 países, segundo uma pesquisa da empresa Imagem Corporativa. O diário britânico publicou 257 reportagens com menções ao País. Em seguida vieram o argentino “Clarín” (com 127 textos) e o norte-americano “The Wall Street Journal” (116).

Leia a reportagem no site do Financial Times (em inglês)

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