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‘Wall Street Journal’: gargalos impedem ‘crescimento chinês’ no Brasil

Apagão paralisou duas fábricas da Braskem e gerou custo de US$ 150 milhões

Carla Miranda

28 de fevereiro de 2011 | 13h12

O “Wall Street Journal” publicou uma reportagem no sábado 26 mostrando como os gargalos da economia brasileira provocam aumento de preços e entravam o desenvolvimento.

“Interrupções de energia, estradas estropiadas e escassez de mão de obra” são alguns dos problemas que limitam a oferta de bens e serviços demandados por um “mercado voraz”, escreve o correspondente Paulo Prada.

Duas fábricas operadas pela Braskem em Camaçari, por exemplo, ficaram quase duas semanas sem funcionar, até fazer todos os ajustes necessários para se recuperar das consequências do apagão que atingiu o Nordeste do País, relata o “Journal”. Essas duas instalações empregam 8.000 pessoas e fornecem produtos para indústrias da região. O custo da paralisação foi de US$ 150 milhões, segundo estimativa da empresa.

“Depois da arrancada rumo a um crescimento chinês, um conjunto de gargalos na maior economia da América Latina está elevando os custos e dificultando a capacidade [do País] de manter o desenvolvimento na sua capacidade total”, afirma o jornal.

O PIB (produto interno bruto) do Brasil cresceu cerca de 8% no ano passado, segundo projeções de analistas. No entanto, “na medida em que os gargalos contribuem para a inflação economistas reduzem as estimativas para 2011”, escreve o diário. A projeção do próprio Ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de alta de 4,5% no PIB neste ano.

Leia a reportagem no site do “Wall Street Journal” (em inglês)

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