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‘WSJ’ relata ação da PM e relaciona protestos à inflação

Jornal liga ativismo ao medo crescente do desemprego

Gustavo Santos Ferreira

14 de junho de 2013 | 17h10

O levante popular contra o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo e a ação da polícia – “que começou a jogar bombas de gás lacrimogêneo na multidão” – são assunto no Wall Street Journal desta sexta-feira, 14.

O jornal americano relaciona o ativismo dos 12 mil que estiveram na quinta, 13, no centro de São Paulo à atual alta da inflação no Brasil e ao medo do desemprego.

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‘Bombas na multidão’. Ação da PM foi destaque na publicação

A variação dos preços nos últimos 12 meses de fato preocupa o governo. Até maio, foi de 6,5% – limite máximo estabelecido como meta pelo Banco Central para este ano. Já o índice de desocupação é um dos mais baixos em toda a história. Tem sido motivo de comemoração constante da equipe econômica desde o governo Lula. Registra-se quase pleno emprego no País hoje. Apenas 5,8% da força de trabalho brasileira está desocupada.

O comportamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo foi relatado do seguinte modo: “A tropa de choque perseguiu e baleou grupos de manifestantes em todo o centro da cidade”. A reação dos manifestantes, de acordo com o WSJ, foi jogar pedras e chamar a polícia de fascista, enquanto o ar estava tomado de fumaça.

O descontentamento do brasileiro com a política econômica ajuda a explicar os conflitos – entende o WSJ. Embora, como ficou dito acima, haja situação de pleno emprego, o pessimismo leva hoje 36% da população a temer por sua empregabilidade nos próximos meses.

O pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na manhã desta sexta, quando reiterou que a inflação “está sob controle”, também foi mencionado.

‘Não vale a pena’. O vice-presidente Michel Temer falou à imprensa sobre os recentes episódios. Mas, sobre a relação feita pelo WSJ, preferiu não se estender.

Assista a entrevista, abaixo, na matéria produzida pela equipe da AETV, da Agência Estado: