Preço médio do imóvel varia 0,5% em São Paulo
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Preço médio do imóvel varia 0,5% em São Paulo

EDILAINE FELIX

11 de outubro de 2015 | 08h11

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Análise trimestral de venda e aluguel de imóveis em 16 capitais brasileiras, feita pela imobiliária VivaReal, mostra que o valor médio do metro quadrado para venda apresentou variação positiva em 13 cidades e o m² de locação subiu em cinco delas. Ainda assim, nas vendas, apenas Campinas e Rio de Janeiro superaram a inflação do período, medida em 1,33% pelo IPCA, de acordo com a imobiliária.

No comparativo entre o 2º e o 3º trimestre deste ano, o preço médio de venda do metro quadrado em São Paulo subiu 0,5%, indo de R$ 6.885 para R$ 6.917. Em Campinas, o aumento foi de 4%, de R$ 4.531 no 2º trimestre para R$4.714 no 3º; em Ribeirão Preto passou de R$ 3.648 para R$ 3.692, alta de 1,2%. Santos registrou variação de 0,4%, de R$4.982 para R$ 5.000.

O Rio de Janeiro também registrou alta no período, com o metro quadrado subindo de R$ 7.125 para R$ 7.262, alta de 1,9%. Em Belo Horizonte, o preço do m² de venda passou de R$ 4.400 para R$ 4.444, elevação de 1,0%.

Brasília registrou variação para menos de 0,4%. O preço médio do m² no 2º trimestre era de R$ 8.274 e caiu para R$ 8.243.

“O preço médio do m² da venda está estabilizado. No entanto, se analisarmos trimestralmente São Paulo desde 2013, as vendas diminuíram, mas o preço continua subindo”, diz o vice-presidente executivo da imobiliária VivaReal, Lucas Vargas.

Caro. Avaliando o preço do metro quadrado, Brasília, embora registre queda no comparativo (de R$ 8.274 no 2º trimestre para R$ 8.243 no 3º trimestre ), tem o metro quadrado mais valorizado das 16 cidades. “Nossa avaliação é apenas da cidade de Brasília, não inclui as cidades-satélites, por isso o preço é mais alto que o do Rio, que tem o m² mais caro, de acordo com outros indicadores”, esclarece. Na análise da VivaReal, o Rio tem o segundo metro quadrado mais caro para venda, seguido por São Paulo, Santos, Campinas, Belo Horizonte e Ribeirão Preto.

Segundo Vargas, se regiões metropolitanas fossem incluídas na análise de venda e aluguel a alteração seria muito grande, “com efeitos diversos em diferentes cidades”.
Para a diretora de atendimento da consultoria imobiliária Lopes, Mirella Parpinelle, a cidade de Brasília enfrentou vários problemas de aprovação de projetos que demoraram até quatro anos para serem validados.

Renda. “A cidade, porém, continua tendo renda per capita muito alta; 50% das pessoas são funcionários públicos, têm estabilidade de emprego, um mercado comprador favorecido nos dias de hoje, que está propício para negociação”, acrescenta.

Como destaque positivo, Mirella aponta o mercado de Campinas, que segundo ela é o que menos sofreu com queda de vendas no Estado de São Paulo.

Por outro lado, a cidade de Santos, tem vendido bem o estoque local, uma vez que o preço está bom e há facilidade de negociar .“Até investidor tem comprado lá”, diz Mirella.

Oportunidades. As vendas na capital mineira também são provenientes de estoques. Segundo a diretora da Lopes, as unidades de R$ 250 mil a R$ 300 mil, com dois ou três dormitórios são os mais procurados em BH. “Os clientes encontram condições muito boas em todos os mercados do País, com oportunidades de compra e negociação.”

Na avaliação do vice-presidente da VivaReal, Ribeirão Preto é uma cidade que tem um mercado imobiliário expressivo dentro do Estado de São Paulo. “A região é reconhecida pelo agronegócio e teve muitos lançamentos ao longo dos últimos anos”, diz Vargas.

Na opinião do diretor geral da Brasil Brokers Rio, Mario Amorim, a cidade ganhou mais relevância no setor imobiliário e valorização no preço do metro quadrado após sediar a Copa do Mundo, em 2014, e também porque vai receber a Olimpíada em 2016. Para ele, os destaques da cidade são a zona central, com obras de infraestrutura, além da valorização de preço na zona sul e manutenção de valores nos bairros do Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá.
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‘Aluguel tem ciclo de negociação mais curto’

análise do preço médio do aluguel feito pela imobiliária VivaReal mostra que Belo Horizonte (0,2%) e Campinas (0,0%) não registraram queda nos valores na passagem do 2º para o 3º trimestre deste ano. Por sua vez, apontaram desvalorização Rio (-6,5%), Ribeirão Preto (-2,5%), Brasília (-1,3%), Santos (-1,1%) e São Paulo (-0,3%). Apesar da queda, Santos é a melhor opção de investimento em imóvel.

Em relação ao preço médio do metro quadrado no 3º trimestre, assim como para venda, Brasília está no topo com o maior valor, R$ 38,33 o m², seguida pelo Rio, R$ 35,89; São Paulo, R$ 32,89. Santos tem metragem média ao custo de R$ 23,81; Campinas, R$ 17,55; BH, R$ 17,17 e Ribeirão Preto, R$ 14,00.

O vice-presidente executivo da VivaReal, Lucas Vargas, destaca que o valor do aluguel tem mais variação. “O preço do aluguel é uma pequena fração da venda. E tem ciclo de negociação mais curto – as pessoas decidem mais rapidamente. Enquanto, atualmente o prazo para venda é de seis meses, o do aluguel é de três a quatro semanas.”

Os Dados do Mercado Imobiliário mostram que o preço médio do aluguel está caindo. Segundo ele, há excesso de oferta no mercado, sendo assim, se o proprietário não consegue vender e o comprador não pode mais adquirir um imóvel, o aluguel passa a ser a opção.

O executivo da VivaReal lembra que, com o crédito mais apertado, principalmente depois das elevações na taxa de juros feitas pela Caixa Econômica Federal em 2015, o poder de financiamento do imóvel diminuiu resultando em uma alta na procura por aluguel.

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