Aluguel: pesquisa mostra alta no preço médio em agosto
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Aluguel: pesquisa mostra alta no preço médio em agosto

Estudo que acompanha o preço médio do metro quadrado em 15 cidades brasileiras aponta variação positiva de 0,08% na locação residencial em agosto

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18 Setembro 2018 | 06h13

Foto de Álvaro Motta/Estadão

O valor médio de locação de imóveis residenciais encerrou agosto com variação positiva de 0,08%. No mesmo período, houve deflação de 0,09%, de acordo com o IPCA (IBGE). As informações são do Índice Fipezap de Locação Residencial, que acompanha o preço de aluguel de imóveis em 15 cidades brasileiras.

Destas 15, nove cidades apresentaram alta no valor médio de locação em agosto, com destaque para Curitiba (1,87%), São Bernardo do Campo (1,6%) e Santos (0,67%). Entre os municípios com maior queda no mês estão Fortaleza (-1,05%), Goiânia (-0,9%) e Rio de Janeiro (-0,62%).

No balanço parcial de 2018, o Índice Fipezap acumula alta nominal de 2,07% até agosto, variação inferior à inflação de 2,85% (IPCA/IBGE). Entre as 15 cidades monitoradas durante os oito últimos meses, 3 registraram recuo no preço nominal. Foram elas: Fortaleza (-2,2%), Niterói (-1,94%) e Rio de Janeiro (-1,86%). Por outro lado, entre as localidades com aumento de preço, as maiores variações foram observadas em Recife (6,59%), Curitiba (4,68%) e Distrito Federal (4,08%).

Preços. Em agosto de 2018, o valor médio do aluguel de imóveis nas cidades monitoradas foi de R$ 28,55/m². Entre elas, São Paulo teve o maior preço (R$ 37,02/m²), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 30,6/m²) e Distrito Federal (R$ 29,57/m²). Entre aquelas com menor preço de locação, destacaram-se: Fortaleza (R$ 15,79/m²), Goiânia (R$ 15,84/m²) e Curitiba (R$ 17,9/m²).

Com ligeiro aumento frente ao patamar de 2017, a rentabilidade média de aluguel anualizada (comparativo entre o preço médio de locação com o preço médio de venda dos imóveis) foi de 4,4% em agosto de 2018. Entre as cidades mais rentáveis, estão: Santos (6,7%), Recife (5,3%) e São Paulo (5%). Compõem o final da lista Rio de Janeiro (3,7%), Niterói (3,4%) e Fortaleza (3,2%).

Foram analisadas as seguintes cidades: Fortaleza, Niterói, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Distrito Federal, Goiânia, Campinas, São Bernardo do Campo, Salvador, São Paulo, Recife e Santos. Os preços considerados referem-se a anúncios para novos aluguéis. O índice  não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato.