“As ruas de Mirandópolis são uma delícia”

“As ruas de Mirandópolis são uma delícia”

Jennifer Gonzales

19 de janeiro de 2011 | 22h28

Com ruas de nomes indígenas e de flores – Rosas, Camélias, Jacintos, Caramuru e Itaipu, entre outras –, o bairro Mirandópolis, na zona sul, é despretensioso e oferece boa qualidade de vida, além de possuir estrutura completa de serviços. Vias tranquilas e arborizadas abrigam casas em sua maioria, mas os edifícios também estão presentes na região, embora em muito menor quantidade.  Quase sem exceção, no entanto, todos os imóveis são de médio padrão, e muitos deles não têm medo de cores – lilás, verde e azul são algumas escolhidas por seus proprietários. “Adoro Mirandópolis. As avenidas são movimentadas, mas as ruas são uma delícia”, conta Dilva Rodrigues, que vive no bairro há 18 anos.

Segundo o corretor da Seiko Imóveis, João Okubo, não houve lançamentos de edifícios nos últimos tempos. “O mercado é basicamente de usados e há pouca rotatividade de imóveis. Os donos gostam muito de suas casas e não querem sair do bairro de jeito nenhum”, diz Okubo. “A região está consolidada. Não há terrenos livres”, conta André Cruz, coordenador da Urban Systems, empresa de análise do mercado imobiliário. Ele diz que existe mais um fator que dificulta o lançamento de empreendimentos. “O coeficiente de aproveitamento do solo em Mirandópolis é menor do que em bairros vizinhos, como Vila Clementino. Por isso, as incorporadoras não se animam a construir na área.”

Diante desse cenário, o bairro consegue manter a tranquilidade e os imóveis seguem em processo de valorização, de acordo com o gerente da Koyama Imóveis, Ricardo Matsumoto, que atua no bairro há mais de dez anos. Segundo ele, os valores do metro quadrado de imóveis usados vão de R$ 3,8 mil a R$ 5 mil. “Um apartamento com cinco anos de idade e 65 m² vale cerca de R$ 350 mil atualmente”, informa Matsumoto.

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