Centro Metropolitano rende troféu para empresa
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Centro Metropolitano rende troféu para empresa

Carvalho Hosken desenvolve projeto apresentado há 40 anos pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa para a zona oeste do Rio de Janeiro

Claudio Marques

01 Setembro 2016 | 14h49

Hilton Barra. Hotel cinco estrelas com 290 quartos - Foto: Divulgação Carvalho Hosken

Hilton Barra. Hotel cinco estrelas com 290 quartos – Foto: Divulgação Carvalho Hosken

Heraldo Vaz
ESPECIAL PARA O ESTADO
A comissão de jurados premiou a “visão e ousadia” da Carvalho Hosken S/A pela viabilização do Centro Metropolitano da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.
O presidente da construtora, Carlos Fernando de Carvalho, diz que o Centro Metropolitano representa parte importante do seu portfólio pelo tamanho da área, mas principalmente por ser o principal item do projeto do arquiteto Lúcio Costa (1902-1998). “Agora, 40 anos após a publicação do plano piloto, começa a ser desenvolvido”, afirma.
A Barra é considerada o polo de crescimento do Rio. “Em área de 4 milhões de m², a Carvalho Hosken está implantando o Centro Metropolitano, que se transforma num bairro planejado, onde trabalho, lazer e moradia coexistem num único lugar, para facilitar a vida de usuários e moradores”, diz o voto do júri. Ruas e avenidas largas – de 25 a 100 metros – conferem imponência à região, que conta com hotel internacional, shopping center e prédios comerciais.
Segundo Carvalho, a primeira fase foi concluída. “Desenvolvemos 175 mil m² de áreas urbanizadas, 65 mil m² de ruas e avenidas pavimentadas, 78 mil m² de jardins, 4 km de redes de água potável, 3 km de redes de esgoto e sistema de iluminação pública em LED.”
Carvalho cita seus empreendimentos. “Implantamos o Hilton Barra, hotel cinco estrelas, com 290 quartos”, diz. “O Shopping Metropolitano Barra, com 44 mil m² de área locável, tem 203 lojas, sete salas de cinema, praça de alimentação e 1.900 vagas cobertas.”
Além disso, existe o Universe Empresarial, com salas e escritórios. “São sete torres com sete pavimentos cada, perfazendo um total de 632 unidades comerciais e dez lojas.”
A área de 4 milhões de m² foi totalmente adquirida pela empresa, que, no entanto, doou 60% para o município, sobrando 1,6 milhão de m² em lotes para serem desenvolvidos. “Desse total 500 mil m² já estão com terceiros”, diz. “E 1,1 milhão de m² nós estamos desenvolvendo.”
Sobre a segunda fase do projeto, Carvalho diz que há planos de levar para o Centro Metropolitano residências, escritórios, equipamentos de educação e lazer. “Na concepção de moradia, trabalho e lazer no mesmo lugar”, afirma. “Projetos estão sendo desenhados e a concretização depende da retomada econômica do mercado.”
Para Carvalho, o legado dos Jogos Olímpicos para a Barra está na realização de outro projeto de Lúcio Costa, que previu vias agora implantadas, como Transoeste, Transcarioca e Transolímpica. “Novos eixos de mobilidade que farão a cidade rodar”, diz, referindo-se ao fato de o urbanista chamar o Rio de “cidade partida” entre as zonas norte e sul. A chegada do metrô à Barra, segundo ele, é outro legado olímpico, bem como a ampliação da capacidade de energia elétrica. “Uma infraestrutura que, sem o impulso da Olimpíada, não seria feita em menos de 30 anos.”

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