Cidades vizinhas oferecem opção de upgrade
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Cidades vizinhas oferecem opção de upgrade

Com metro quadrado cerca de 30% menor, Osasco, Taboão e Cotia atraem compradores de São Paulo, que buscam mais espaço e comodidade

Claudio Marques

20 de agosto de 2016 | 20h04

Extensão natural da zona oeste, as cidades de Osasco, Taboão da Serra e Cotia têm atendido a diferentes perfis de público, inclusive moradores de São Paulo. Como os valores nessas regiões são cerca de 30% mais baixos que os de imóveis equivalentes em São Paulo, essa diferença representa mais comodidade e espaço, como uma suíte ou uma sala maior.

Mirando exatamente o público que deseja dar um upgrade, a Deveck Construtora e Incorporadora lançou, em novembro de 2015, o Soberano. São 108 apartamentos de 113 m², com três suítes, churrasqueira, duas vagas e possibilidade de comprar mais uma. O preço da vaga extra é de R$ 50 mil.

“É um empreendimento voltado para o público que gosta de Osasco, quer morar na cidade, mas não tem opção de alto padrão”, diz o sócio da Deveck, Renato Moroz Izzo. “Ou para famílias que moram em apartamento de 70 metros e querem morar em um maior.”

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(Foto: Tiago Queiroz/Estadão)

Com preços que começam em R$ 750 mil, 70% das unidades já foram vendidas. Em um terreno de 3 mil metros quadrados, com torre única, o empreendimento está situado na Vila Yara, um dos bairros mais nobres de Osasco. “Quase em frente à Igreja Matriz, a localização é um atrativo”, afirma Izzo. “Outro diferencial é a planta, já que conseguimos manter três suítes e uma sala com três ambientes.” Segundo ele, normalmente, para ter uma sala um pouco maior, é preciso se desfazer de um dos dormitórios. “Além disso, todos os ambientes têm infraestrutura para instalação do ar-condicionado.”

Foco. Braço da Cyrela focado no segmento de classe média, a Living lançou também na Vila Yara a segunda fase do Living Magic, em março deste ano. Com 449 unidades, o condomínio é composto por quatro tipos de plantas: de dois dormitórios, com 55 m² e 64 m², e de três dormitórios, com 70 m² e 83 m². Os preços variam entre R$ 345 mil e R$ 554 mil. “É uma região desenvolvida, grudada em São Paulo, com preço competitivo”, afirma o diretor de incorporação da Living Construtora, Eduardo Leite. “Sabendo que essa região vai continuar se desenvolvendo, as pessoas já compram esperando valorização.”

Ele afirma que existe muita gente vinda de outras regiões, como Pirituba e Lapa, fazendo a migração para apartamento maior. Em pesquisa feita com clientes, a localização foi apontada como motivo de compra por 70%, enquanto o preço foi responsável por 7% da vendas.

“As plantas dos apartamentos também chamaram muito a atenção”, declara. Segundo ele, na unidade de 83 m² cabe uma mesa com oito lugares. “O de 64 m² vendeu todas as unidades muito rápido”, a firma.

Um dos atrativos do Living Magic 2, de acordo com Leite, é a decoração, toda feita com equipamentos da Disney nas áreas comuns. A segunda fase do Living Magic já vendeu 40% das unidades. As torres da primeira fase, lançadas em novembro de 2014 e novembro de 2015, venderam 75% das unidades.

Também em Osasco, a Zatz Empreendimentos e Participações lançou, no Jardim Novo Osasco, o Gran Park Eco Vida, com apartamentos de dois dormitórios, de 45 m² e 47 m², com uma vaga de garagem coberta e demarcada. Com preço a partir de R$ 184 mil, o empreendimento se encaixa no programa Minha Casa, Minha Vida e só restam 30 das 298 unidades. “O principal atrativo é o valor”, diz o diretor administrativo da Perfil Imóveis, Alex Gomes de Paulo, que comercializa os projetos da Zatz em Osasco.

Outro empreendimento da Zatz, o Villagio Eco Park, foi totalmente vendido com preço a partir de R$ 203 mil. Lançado em dezembro de 2015, o condomínio terá 277 unidades de dois dormitórios com 48 m².

A Kallas lançou, em março deste ano, a terceira fase do Parque da Serra, em Taboão da Serra, com 196 unidades de dois dormitórios, de 51 m² de área. Com preços a partir de R$ 215 mil sem vaga, o empreendimento já vendeu 37% das unidades, segundo o diretor da Kallas, Raphael Kallas. “A demanda local ainda é alta”, diz. “As vendas, por mais que não estejam rápidas, estão constantes e com tendência de melhora.”

Kallas acredita numa “melhora significativa” na economia do Brasil. “Por isso, entendemos que o estoque será absorvido naturalmente”, prevê o diretor. “Não influenciando nos preços de hoje.”

No total, as três fases do Parque da Serra somam 782 unidades no total. A primeira delas foi lançada em dezembro de 2014 e já vendeu 73%, afirma presidente da Brasil Brokers São Paulo, José Roberto Federighi. Lançada em março de 2015, a segunda fase teve 55% das unidades vendidas.

(Por Larissa Féria, especial para O Estado de S. Paulo)

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