Corretagem de imóveis antes de lançamentos começou na informalidade

Corretagem de imóveis antes de lançamentos começou na informalidade

Claudio Marques

18 de março de 2014 | 12h30

Passado. Atividade contava com pouca estrutura para os corretores quando foi iniciada (Imagem: Carlos Müller/Estadão)

GUSTAVO COLTRI

O pirata se sofisticou de forma significativa com o passar dos anos. De acordo com Bruno Vivanco, da imobiliária Abyara Brasil Brokers, a prática surgiu graças à iniciativa de vendedores atentos à movimentação dos incorporadores.

“Essa história começou com a sacada de alguns corretores. Eles ficavam sabendo de um lançamento e se antecipavam. Iam para o terreno, colocavam uma faixa na frente e começavam a cadastrar os potenciais clientes”, diz o executivo, há 25 anos envolvido com o mercado imobiliário.

Por muitos anos, o pirata permaneceu como uma ação extraoficial, sustentado pela ação exclusiva e individual dos vendedores, segundo Vivanco. Sem a participação dos incorporadores, os corretores costumavam sentar em cadeiras nas calçadas diante dos terrenos, sob guarda-sóis improvisados. Eventualmente utilizavam veículos próprios como outdoor – como hoje, muitas vezes, ainda ocorre na frente de empreendimentos em fase de conclusão.

“De um lado, a Prefeitura e o MP começaram a olhar para a atividade. De outro, o incorporador viu a importância dela.”
Com o apoio dos empresários, o pirata transformou-se em um quartel-general dos corretores para a prospecção de clientes – hoje são pequenos estandes até com ar-condicionado. “No passado, era um trabalho passivo. Agora, ele é ativo.”

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