Empreendimentos reúnem vários tipos de plantas

Claudio Marques

21 de dezembro de 2011 | 06h25

GUSTAVO COLTRI
Plural nas ruas, São Paulo também é diversificada nos condomínios.  Mais de 46% de todos os lançamentos ocorridos na cidade de dezembro de 2010 a novembro deste ano caracterizam-se pela mistura de diferentes tipos de unidades, de acordo com dados da consultoria imobiliária Geoimovel.
Os mistos de dois e três dormitórios foram os mais comuns da cidade nos 12 meses analisados, com 92 novos edifícios.  Sozinhos, eles representam 58% desse tipo de empreendimento e mais de um quarto de todos os lançamentos no período.
São edifícios de perfil familiar e têm boa aceitação no segmento, na opinião da diretora de atendimento da imobiliária Lopes, Mirella Parpinelle.  A empresa, segundo ela, comercializou quase 95% das unidades no Solare Vila Matilde, médio padrão lançado em novembro pela Incorporadora Brookfield.  Os apartamentos são compactos de dois dormitórios com 55 metros quadrados ou de três com 68 m².
Os custos de construção mais elevados dificultam a viabilização de projetos com tipologias diferentes em empreendimentos da linha econômica.
“Se o incorporador fizer um edifício para o Minha Casa, Minha Vida e quiser vendê-lo por R$ 150 mil, o ideal é que todos os andares sejam iguais e que a prumada seja a mesma”, explica o economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci.  A padronização, segundo o especialista, garante economia para os projetos.
Ser diferente, por outro lado, é uma estratégia de mercado para os segmentos médio e alto.  De acordo com a diretora de atendimento da Lopes, a existência de edifícios c0m várias tipologias e plantas garante liberdade de criação arquitetônica nas fachadas. “É preciso oferecer algo novo.  Por que uma pessoa vai sair de um apartamento de 50 m² com 20 anos para comprar outro igual? “
Aproveitando as peculiaridades das unidades, a incorporadora Cyrela Brazil Realty idealizou um vão a mais de 50 metros de altura no corpo do edifício Home Boutique Brooklin, para servir de mirante no bairro da zona sul.  O empreendimento de 26 andares tem apartamentos de 28 m² a 109 m².
“Muitas vezes, há diferentes metragens por torres e por andar”, diz a diretora de incorporação da empresa, Rosana Ferreira.  O Pascal Campo Belo, lançado pela Incorporadora SKR, tem, por exemplo, duas unidades duplex entre estúdios e imóveis de até dois dormitórios.
A pluralidade de gostos dos empreendimentos têm ampla aprovação entre o público single, os solteiros e os novos casais, segundo a diretora de marketing da imobiliária Abyara Brasil Brokers, Paola Alambert: “As pessoas com estilo jovem e descolado gostam dessa mistura”.

 

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