Escritórios dão lugar a residencial no centro
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Escritórios dão lugar a residencial no centro

Zogbi transforma prédio decadente em imóvel com 126 apartamentos, ‘abraça’ revitalização e ganha prêmio de retrofit

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01 Setembro 2016 | 12h35

Prédio que passou por retrofit na Rua Avanhandava - Foto: Divulgação/Zogbi

Prédio que passou por retrofit na Rua Avanhandava – Foto: Divulgação/Zogbi

A transformação de um prédio de escritórios decadente no centro de São Paulo em um residencial com 126 apartamentos deu à Zogbi Engenharia e Construção o prêmio retrofit na categoria Profissional.
Diretora de incorporação da da empresa, Juliana Zogbi lembra que o empreendimento estava em processo de desapropriação pela Prefeitura, que paralelamente oferecia incentivo às empresas com interesse em “abraçar” a revitalização do centro. “Vimos oportunidade de fazer parte desse movimento, especialmente porque a Rua Avanhandava já tinha passado por revitalização”, afirma. “Mas o prédio destoava do resto.”

Juliana explica que o estudo de mercado da região indicava que havia demanda para residenciais, especialmente estúdios – um desejo de solteiros ou casais sem filhos que buscam morar próximo ao trabalho e com fácil acesso a várias regiões da cidade através do transporte público. “O desafio foi convencer a Prefeitura a nos deixar transformar o projeto original, que era de escritórios, em um condomínio residencial”, diz.

Contrapartida. A Prefeitura aprovou a mudança, com a contrapartida de que 20% das unidades fossem destinadas às famílias enquadradas no modelo de habitação de interesse social (HIS). Tanto que a aprovação do retrofit foi feita pela Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab).

“A mudança de uso foi outro desafio, já que ao pegar um projeto já construído é preciso absorver itens que não conseguiríamos se fosse um projeto novo na região”, aponta Juliana.

Fachada, hall, elevadores, escadas, encanamentos, cabeamento elétricos, louças e metais são exemplos do que foi modernizado. O primeiro deles foi a acessibilidade. A executiva da Zogbi explica que os elevadores antigos – cujas portas de grade eram fechadas pelo usuário – paravam no meio do andar, exigindo que o ocupante praticamente “escalasse” alguns degraus para deixar o elevador.

“Demolimos todo o miolo do prédio – onde ficam os elevadores – para modernizar o sistema e deixar o elevador parar no andar correto”, diz Juliana, lembrando que, dos 18 meses de obra do prédio, quatro deles foram de demolição.

O novo condomínio recebeu também uma área de lazer – algo que não existia antes por se tratar de um prédio comercial. A solução foi transformar a cobertura em lazer, com fitness, sky lounge e solarium equipados e decorados. O prédio possui ainda garagem com auxílio de manobrista e bicicletário.

Com exceção dos apartamentos incluídos no modelo HIS, os estúdios – que se dividem em 12 andares – foram vendidos por R$ 11 mil o metro quadrado. Os tamanhos variam de 25 a 69 m².
Já as habitações de interesse social são destinadas a famílias que ganham até seis salários mínimos e as parcelas devem estar atreladas e esse montante.