Estoque de apartamentos novos em Alphaville é de 2.840 unidades
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Estoque de apartamentos novos em Alphaville é de 2.840 unidades

35% dos imóveis custam de R$ 400 mil a R$ 699 mil, segundo entidade local, que aponta preço médio de R$ 6,8 mil/m²

Claudio Marques

20 de agosto de 2016 | 20h13

Um dos primeiros bairros planejados do País, Alphaville sempre foi sinônimo de qualidade de vida. A pouco mais de 30 quilômetros da cidade de São Paulo, tornou-se também uma opção mais atraente aos preços praticados na capital: R$ 6,8 mil em média o metro quadrado, enquanto em São Paulo é R$ 9,4 mil.

A região – que pertence às cidades de Santana de Parnaíba e Barueri – tem 2.840 unidades novas em estoque, de acordo com levantamento da Associação da Indústria Imobiliária de Alphaville, Tamboré e Região (Aiat). Desse total, 35% são imóveis de R$ 400 mil a R$ 699 mil.

Presidente da Aiat e da MPD Engenharia, Mauro Dottori cita a infraestrutura viária, o fácil acesso, a proximidade com a capital e a segurança como principais atrativos da região, especialmente para a crescente população flutuante – cerca de 400 mil pessoas que trabalham na região, mas residem na região metropolitana. “Além disso, o ambiente de negócios favorável contribuiu para que a região não sentisse os efeitos da crise de forma muito acentuada”, argumenta o executivo.

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(Foto: Tiago Queiroz/Estadão)

Opinião semelhante tem o diretor regional de Alphaville/Tamboré da Fernandez Mera, Marcelo Cardoso. “Os números em Alphaville e Tamboré neste ano estão melhores do que em 2015”, afirma ele, calculando que a tendência é fechar 2016 com 20% a mais de valor geral de vendas (VGV). “Passamos a representar uma fatia maior da produção geral da Fernandez Mera”, enfatiza. “Isso mostra a força da região em relação ao mercado de São Paulo.”

Efeito ou não da mudança de governo, a verdade é que os clientes ficaram mais acessíveis. Cardoso chega a dizer que a palavra crise não circula mais nas mesas de atendimento dos estandes. “As ofertas estão surtindo mais efeito”, diz. “A receptividade do comprador está muito melhor do que em 2015.”

Dos imóveis em estoque na região, a média é de R$ 6,8 mil/m², diz o presidente da Aiat. Por tipologia, varia de R$ 8.090 nos apartamentos de um dormitório a R$ 6.450/m² nos dois dormitórios. Três quartos custam R$ 6.770/m², diminuindo para R$ 6.550 no caso de quatro ou mais dormitórios. A região mais valorizada de Alphaville é a central, por R$ 7 mil o m².

A MPD Engenharia não fez lançamentos este ano. “Desenvolvemos projetos esperando o melhor momento econômico para lançar”, afirma Dottori, sem revelar quantos imóveis a empresa possui em estoque.

Para incentivar as vendas, a MPD adotou o parcelamento da entrada – entre 25% e 30% do valor do imóvel – em 30 meses, como se fosse um aluguel, e o cliente já pode se mudar. “O saldo restante pode ser financiado com a construtora em prazo de 150 meses”, argumenta o presidente da empresa. “A unidade já vem pronta e o custo de escritura fica por conta da MPD.”

O anúncio do novo limite de financiamento pela Caixa – cujo valor passou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões – trouxe alento, apontam os empreendedores. “Ajustamos as contas, diminuímos as equipes e adiamos lançamentos para nos alinharmos ao que o mercado prometia”, afirma Paulo Sergio Godoy Santos Pinheiro, da Lopes. “Já fomos surpreendidos positivamente.” Sua expectativa é de um novo cenário a partir de agora.

Segundo ele, existem 19 empreendimentos em Alphaville para serem desengavetados.
“Tão logo a confiança volte e a economia dê sinais concretos de melhora, os empreendedores devem reiniciar os lançamentos”, diz Pinheiro.

(Por Patrícia Büll, especial para O Estado de S. Paulo)

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