Há novas possibilidades para todas as etapas de um projeto
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Há novas possibilidades para todas as etapas de um projeto

Startups oferecem soluções desde a procura de lotes disponíveis até a construção com uso de impressão 3D

blogs

29 Abril 2018 | 07h55

Apesar dos desafios, as startups que atuam na construção civil têm encontrado seus lugares dentro de toda a cadeia produtiva do setor. É o caso da construtech Vendo Meu Terreno, que aposta na fase de loteamento, e da InovaHouse3D, que investe nos moldes em três dimensões.

A startup InovaHouse3D investe em impressões 3D na construção. Foto: Juliana Martinelli.

Para o coordenador do fundo de investimento especializado nas startups do setor Construtech Ventures, Bruno Loreto, esse movimento começou a se solidificar nos últimos dois anos. “Uma combinação de fatores fizeram as pessoas enxergar mais possibilidades e questionar suas fraquezas”, diz.

A recuperação da economia e o momento de crise, segundo ele, foram fatores essenciais para o desenvolvimento de novos negócios na construção civil. Aliado a isso, Loreto diz que a baixa adoção de novas tecnologias no setor mostrou o espaço que se tem para propor algo diferente.

“É um setor carente de tecnologias, é o segundo pior em inovação, só ganhando da agricultura”, diz. “Apesar disso, é uma área vital para o desenvolvimento da sociedade, provendo moradias e infraestrutura.” Para Loreto, esses são os principais atrativos para a inovação dentro da construção civil.

O caso da startup Vendo Meu Terreno é um exemplo de como a oportunidade surge dentro do setor. Para o fundador da empresa, Felipe Oss-Emer, a falta de tecnologia no segmento foi o principal fator. “É um mercado que tem uma agressividade na economia, mas tem muita necessidade de produtividade”, afirma.

A ideia de Oss-Emer foi aproveitar seus conhecimentos e criar uma solução que usasse tecnologia para resolver algum problema relevante da construção civil. “Eu sempre trabalhei em startups e isso me fez sempre ir atrás de projetos com alta escalabilidade”, diz. Dentro da cadeia produtiva da construção civil, ele decidiu atuar na fase de procura e compra de terrenos.

A plataforma desenvolvida passou a conectar compradores e vendedores de lotes de terra, mas de forma customizada. A Vendo Meu Terreno, que hoje atua somente em Florianópolis (SC), liga para aqueles que se cadastram no seu site e entende que tipo de terreno desejam encontrar. Depois, conecta o comprador com apenas locais que fazem para o empreendimento.

A história da construtech InovaHouse 3D, que realiza processos de construção utilizando impressão 3D, é bem semelhante. A startup também percebeu uma oportunidade no setor a partir de uma carência.
“No Brasil, não há muitos processos de automação na construção”, afirma a fundadora da startup, Juliana Martinelli. “Os processos, mesmo os mais tecnológicos, são muito artesanais.” Para ela, se adequar ao mercado local foi a melhor estratégia a ser adotada.

Apesar de ter foco na realidade do País, Juliana diz que é necessário ter cautela com a inserção da sua tecnologia no mercado. “Temos de ir aos poucos porque nós sabemos que estamos trazendo uma tecnologia com um certo grau de automação”, diz. “Precisamos fazer isso da maneira simples para não ser um impacto grande.”

A impressora da startup utiliza como ‘tinta’ uma mistura de cimento, água e areia, programada por um software de modelagem 3D. Essa automatização, segundo Juliana, pode acelerar o processo e diminuir os custos das obras.

Mais conteúdo sobre:

construçãostartupsimóveis