Imóvel novo em São Paulo custa, em média, R$ 548,7 mil

Imóvel novo em São Paulo custa, em média, R$ 548,7 mil

Claudio Marques

23 de julho de 2013 | 12h13


(Imagem: Clayton de Souza/Estadão)

 

THAISE CONSTANCIO/ESPECIAL PARA O ESTADO

Um imóvel novo em São Paulo custa em média R$ 548,7 mil – em outras palavras, pouco mais de meio milhão de reais. Calculado pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o valor considera 38.926 unidades colocadas à venda na capital entre janeiro de 2012 e maio deste ano, quando 48% da quantidade ofertada tinha dois dormitórios.

“Essa faixa de preços tem alta liquidez, pois atinge diversas classes sociais e engloba produtos em regiões valorizadas e em valorização”, diz o diretor de incorporação da Brookfield, José de Albuquerque. Segundo ele, o intervalo atende tanto compradores de primeira viagem quanto consumidores experientes.

Os preços, no entanto, variam de acordo com a localização. Em regiões mais afastadas como Guaianazes, onde foram lançadas 339 unidades no período, com predomínio dos dois dormitórios, o preço médio do imóvel é de R$ 135,4 mil, a menor média da cidade. Já o Jardim Europa, com 31 ofertas de três dormitórios, tem o maior preço entre os lançamentos verticais: uma unidade nova por lá custa cerca de R$ 4 milhões.

Na faixa média, há bairros em desenvolvimento, voltados para o público familiar e regiões valorizadas com imóveis para o público single. No Sacomã, por exemplo, o lançamento Massimo Residence Nova Saúde, da Eztec, colocou no mercado apartamentos de três dormitórios por R$ 534,5 mil, de acordo com a Embraesp. O empreendimento tem entre seus atrativos churrasqueira com forno, spa, brinquedoteca e espaço teen.

Na Vila Madalena, procurada pelos descolados, estúdios de 35 m² chegam a ter preço inicial de tabela avaliado em R$ 553,6 mil, caso do edifício Living Design Vila Madalena, da incorporadora GR Propertieis. O edifício, lançado em fevereiro de 2012, hoje conta com 10% das unidades em estoque.

“Na região central, abrimos mão de área útil pela localização. Quanto mais afastado, maiores serão os produtos, com alta qualidade e preços mais baixos”, afirma o diretor de atendimento da imobiliária Lopes, João Henrique. Do total de unidades lançadas desde janeiro do ano passado em São Paulo, 66% têm preços abaixo da média da cidade.

Valorização. Os imóveis paulistanos não devem perder valor, segundo especialistas, embora possam ficar estáveis em regiões já valorizadas, como Campo Belo, Vila Olímpia e Itaim Bibi, na zona sul.

“Não vejo uma redução de preços no futuro, e as limitações da cidade impedem que possamos produzir unidades mais baratas. A tendência é de que, no geral, os preços subam”, analisa o diretor presidente da Brasil Brokers em São Paulo, José Roberto Federighi.

Por outro lado, bairros com boa oferta de comércio, serviços e lazer e que têm recebido investimentos em infraestrutura ainda poderiam se valorizar, caso da Barra Funda, Butantã, Mooca e o Centro. “O desenvolvimento de um bairro está associado à oferta de terrenos e à mobilidade. Locais de difícil acessibilidade tendem a ficar estagnados”, diz o diretor de incorporação da Esser empreendimentos, Nick Dagan.

Na zona leste, que tem sido o destino de novos equipamentos públicos, os preços também podem subir, na opinião do coordenador do curso de pós-graduação em negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Gonçalves. Ele explica que áreas relativamente próximas ao novo estádio do Corinthians, como Vila Matilde e São Miguel Paulista, vivem um processo de recuperação, beneficiadas pelo movimento criado pela Copa do Mundo.

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