Investidor com carteira milionária fala sobre fundos imobiliários: ‘Opção para chegar à independência’
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Investidor com carteira milionária fala sobre fundos imobiliários: ‘Opção para chegar à independência’

Ex-feirante, Wohlers entrou no mercado de aplicações em 2002

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07 Outubro 2018 | 07h14

Ex-feirante, Wohlers hoje tem seu próprio negócio. Foto: Ingrid Borelli

Jéssica Díez Corrêa, especial para O Estado

William Wohlers, ou Will, como prefere ser chamado, trabalhou como feirante desde os 7 anos de idade e hoje, aos 43 anos, é investidor da bolsa de valores.

Em 1998, o jovem vendedor de ovos fez amizade com um cliente fiel da feira de Mairiporã. Todo sábado, entre os ruídos característicos do ambiente, o homem lhe dava conselhos sobre educação financeira até que, certo dia, lhe entregou a ficha de inscrição de uma corretora de valores. “Ele via que eu tinha perfil para isso e me apresentou à bolsa.”

O misterioso comprador era Luiz Barsi Filho, dono do maior CPF da B3, ou seja, a pessoa física com maior capital aplicado na bolsa brasileira. Ele se tornou mentor de William, que estudou sobre aplicações e, em 2002, fez sua entrada no mercado financeiro. Na época, Wohlers aportava, mensalmente, 40% do valor de um salário mínimo. “Eu sou a prova viva de que não é preciso ter muito dinheiro para ser bem-sucedido nas aplicações”, conta.

Atualmente, a carteira de Will é composta por ações e fundos imobiliários, e possui milhões de reais em investimentos (ele prefere não divulgar os valores exatos).

O empresário acredita que os FII são a melhor opção para quem quer entrar na bolsa de valores. “Os fundos são uma válvula de escape para aquele investidor que quer começar uma carteira de caráter previdenciário ou mesmo para adquirir a independência financeira. Ele dá vantagens que as ações não têm, como o rendimento das locações mensais. Isso traz um conforto imediato para o investidor iniciante, que quer resultados instantâneos.”

Will dá duas dicas para quem vai entrar no mercado dos FII. A primeira é fazer aportes mensais. Separar um valor dentro do orçamento para, todo mês, comprar mais cotas, e aumentar o valor do aporte na medida em que o orçamento cresce.

A segunda orientação pode ser traduzida em uma palavra: paciência. William calcula de 8 a 10 anos para o investidor começar a receber uma rentabilidade razoável na carteira. “Em 10 anos, eu conquistei a minha liberdade financeira. Qualquer pessoa com controle emocional e bom senso pode se tornar rentista dos FII.”