Itens sustentáveis  ainda são raridade na entrega dos prédios
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Itens sustentáveis ainda são raridade na entrega dos prédios

Embora companhias preparem edifícios para a implantação de sistemas, poucos têm equipamentos desde a implantação

EDILAINE FELIX

01 Fevereiro 2015 | 10h02

desperdicio de agua

Gustavo Coltri

Um sistema de reaproveitamento de água pode ser mais facilmente implantado em novos empreendimentos, mas esse e outros itens de sustentabilidade raramente são oferecidos desde a implantação dos condomínios. O baixo investimento por parte dos incorporadores, na opinião do consultor em sustentabilidade Luiz Henrique Ferreira, não é por acaso. Faltam, segundo ele, mais incentivos para os empreendedores verdes e mais rigor por parte dos consumidores de imóveis.

Equipamentos eficientes, diz o consultor, podem ter custos iniciais mais elevados e encarecerem os imóveis no estandes, embora reduzam os gastos de operação dos empreendimentos e, portanto, compensem no médio prazo. “A compra de imóveis tem de ser mais qualificada. No estande, não exigimos do construtor saber, por exemplo, quantos vamos gastar com água e energia por mês. E ele não vai oferecer o item se o mercado não consumir porque outra empresa vende um imóvel mais barato, sem nada disso.”

Ferreira acredita que a legislação possa prever compensações para incorporadores dispostos a gastar mais para a implementação de sistemas sustentáveis nos prédios, evitando que o custo inicial dos equipamentos eleve o preço das unidades.

A lei estadual nº 12.526/2007 determina, sem compensações, que é obrigatória a implantação de sistema para a captação e retenção de águas pluviais, coletadas por telhados, coberturas, terraços e pavimentos descobertos, em lotes, edificados ou não, que tenham área impermeabilizada superior a 500 metros quadrados.

Comportamento. Com ou sem incentivos legais, os investimentos em equipamentos e sistemas mais eficientes são inúteis se desacompanhados do comportamento sustentável por parte dos usuários, segundo Ferreira. “Uma família que mora em um imóvel em que o chuveiro consome 10 litros por minuto, mas que toma banhos de meia hora, pode consumir até mais do que pessoas em um apartamento com chuveiro de 40 litros por minuto, mas que fecham o registro para se ensaboar e tomam banhos curtos.”

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