Lançamentos residenciais caem em julho na capital

Na comparação anual, desempenho do mês representa queda de 43% em relação ao mesmo período de 2013

Claudio Marques

24 de agosto de 2014 | 10h00

Gustavo Coltri

Além das perspectivas de dificuldades para as empresas do setor no futuro próximo, o cenário atual do mercado de lançamentos não é dos melhores. Em julho, 973 unidades residenciais foram lançadas na cidade de São Paulo, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). No mesmo período do ano passado, 1.731 imóveis na planta foram colocados à venda na capital paulista, resultado equivalente ao verificado em toda a Grande São Paulo em 2014.

O produto colocado à venda no último mês de julho em São Paulo possui, em média, 51,87 metros quadrados de área útil e custa R$ 406,58 mil. O metro quadrado médio, por sua vez, foi ofertado a R$ 7.944.

Os residenciais de dois dormitórios foram os mais numerosos no sétimo mês de 2014. Ao todo, 698 unidades dessa tipologia chegaram aos estandes. Em seguida, figuram os imóveis de até um dormitório, com 141 produtos, e os imóveis de três dormitórios, com 134. Não houve lançamentos com quatro ou mais dormitórios no mês.

O reinado do segmento de dois dormitórios não ultrapassa os limites da capital paulista. Considerando apenas os municípios vizinhos de São Paulo, houve apenas lançamentos residenciais de até um dormitório em julho. Ao todo, 759 residenciais compactos foram colocados à disposição dos consumidores no período.

Dois projetos em Barueri foram responsáveis pelo resultado na Grande SP, ambos da CNA Construtora e Incorporadora: o Selenita e o Duetto Absoluto (este em parceria com a Modena Incorporadora).

Empresários do setor apostam nas Operações Urbanas

Se as novas regras do plano diretor preocupam os incorporadores, as operações urbanas consorciadas enchem os empresários de expectativas.

Assim como zonas destinadas à inclusão social e à proteção aos patrimônios cultural e ambiental da cidade, os perímetros das operações urbanas em vigor e daquelas em planejamento ficam dispensados da aplicação da regra dos eixos. “As operações urbanas serão a nossa salvação”, diz Nick Dagan, da Esser.

Só a operação do Centro oferece hoje oportunidades para os empreendedores, segundo ele. O projeto na região da Água Branca, já aprovado, aguarda a emissão dos primeiros Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) – que ampliam o potencial de verticalização das áreas, mediante contrapartida para a Prefeitura. Outras duas operações, Faria Lima e Águas Espraiadas, passam por revisões e hoje se encontram com estoques de Cepacs esgotados.

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