Leste é a região com mais projetos de perfil econômico e popular
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Leste é a região com mais projetos de perfil econômico e popular

Moradias com preços até R$ 225 mil, teto do Minha Casa Minha Vida na capital, tem alta velocidade de vendas

Claudio Marques

20 de agosto de 2016 | 19h51

A zona leste tem 5,7 mil apartamentos novos à venda, segundo o último balanço do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). É a região da capital que registrou o maior número de projetos do segmento econômico, subsidiado pelo governo com o programa Minha Casa Minha Vida até o teto de R$ 225 mil a unidade.

Em três anos, a zona leste recebeu 21,3 mil apartamentos, de acordo com painel de mercado da Lopes, divulgado em maio. Foram lançados 141 empreendimentos, cuja maioria (64%) ficou abaixo de R$ 400 mil por unidade. Estão divididos em duas faixas: 34 projetos de perfil popular, até R$ 199 mil, e 54 entre R$ 200 mil e R$ 399 mil.

A demanda por habitações encaixadas no MCMV é enorme, afirma a diretora de incorporações da Atua Construtora, Gil Vasconcelos. “Vendo tudo o que consigo lançar até R$ 225 mil.” Ela garante que um “produto redondo” com esse programa vende fácil. “Para tíquete acima de R$ 300 mil, a velocidade de vendas deu uma caída”, explica.
A Atua lançou neste ano o New In, na Vila Prudente. São 300 unidades de dois dormitórios e área de 40 m², com preço de R$ 200 mil, diz Gil. “Não tenho estoque, já vendeu tudo.”

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(Foto: Alex Silva/Estadão)

No mesmo empreendimento, a Atua também lançou 150 apartamentos de 49 m², dois dormitórios com suíte, mas fora do MCMV. Custa R$ 5,5 mil/m², com preço de R$ 270 mil.

Na zona leste, o preço mediano do estoque é R$ 7,1 mil/m², segundo o estudo da Lopes, que aponta o maior volume – 3,4 mil apartamentos – para unidades com dois dormitórios. A curva de preços varia de R$ 3,7 mil/m² no Itaim Paulista até R$ 10 mil no Jardim Anália Franco.

O painel destaca o Certto Itaim Paulista, lançado em 2015 pela Plano & Plano, com 460 apartamentos de dois quartos, área de 41m² e preço de R$ 4 mil/m². Foram vendidas todas as unidades. Até R$ 225 mil é a faixa mais aquecida do mercado, diz o vice-presidente de habitação econômica do Secovi/SP, Rodrigo Luna, que é sócio da Plano & Plano. “A crise traz dificuldade no que diz respeito às linhas de financiamento, mas essa faixa é preservada pela manutenção do MCMV.”

O estudo da Lopes aponta Guaianases (R$ 3,8 mil) e Itaquera (R$ 5 mil) entre os menores preços da zona leste. Já Vila Prudente (R$ 6,7 mil), Belém (R$ 7 mil), Mooca (R$ 8 mil) e Tatuapé (8,7 mil) têm o metro quadrado mais caro.

(Por Heraldo Vaz, especial para O Estado de S. Paulo)

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