Lixo para fora do condomínio. Mas sempre dentro das normas

Lixo para fora do condomínio. Mas sempre dentro das normas

Claudio Marques

18 de abril de 2012 | 09h00

Prédios podem consultar pela internet hora da passagem dos coletores
(Foto Werther Santana/AE)

GUSTAVO COLTRI 
 
Dividir o espaço com os vizinhos é um dos balizadores da vida em condomínio, mas as práticas de boa convivência não devem se encerrar do portão para fora dos edifícios. É preciso cuidado na acomodação do resíduo doméstico para o recolhimento pela Prefeitura.  Cerca de 10 mil toneladas de lixo domiciliar são produzidas diariamente na capital.
 
Os empreendimentos devem respeitar os horários estabelecidos pelo poder público para a colocação dos sacos nas ruas.  Seguindo determinação da Lei 13.478/02, a Prefeitura de São Paulo pede que o lixo seja posto para fora em horário próximo à passagem do caminhão coletor, quando a limpeza é feita durante o dia, e após as 18 horas, se realizada à noite.  A multa por desobediência às normais é de R$ 56,40.
 
Pelo endereço ou pelo CEP, é possível consultar no site da Secretaria de Serviços(www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos) o horário de coleta de cada região.  No portal, há ainda informações sobre as duas concessionárias que prestam serviços na cidade (Ecourbis, na reegião sul e parte da leste, e a Loga nas demais).  Elas também permitem a consulta pela internet.
 
Sem obstáculos. No edifício onde Edmond Tadros, de 58 anos, é síndico, a coleta é realizada uma vez por dia, seis dias por semana, sempre no período noturno.  Segundo ele, o condomínio de 30 unidades na Vila Olímpia produz diariamente resíduos para encher até quatro sacos com 100 litros de capacidade.  “Temos um cesto grande na frente do prédio para o lixo ser recolhido.  Usamos um pedaço do jardim externo para colocá-lo, então a passagem dos pedestres fica livre”, diz.
 
De acordo com a Prefeitura, as edificações mais recentes devem reservar um abrigo dentro dos limites do imóvel para a deposição dos detritos, deixando espaço para o trânsito dos lixeiros.  A administração ainda lembra: de acordo com a nova lei das calçadas, em vigor na cidade desde janeiro, 1,2 metro dos passeios deve ser reservado para a circulação de pessoas.
 
Os condomínios também precisam de organização para a acomodação interna do lixo produzido nas unidades.  “Nos nossos empreendimentos, recomendamos a coleta nos andares de duas a quatro vezes ao dia, de acordo com a necessidade”, diz o gerente regional São Paulo da operadora de condomínios Mondexflex, Osmário Reis Santos.
 
Os moradores devem ser informados dos horários de recolhimento pelos funcionários especialmente quando o edifício não reserva um espaço exclusivo para o depósito de lixo em cada andar.  “Em horários predeterminados, a pessoa da limpeza passa, e o condômino coloca o saco do lado de fora do apartamento”, explica.
 
Prédios mais novos em geral contam com dependências no subsolo para a acomodação interna de todo o lixo enquanto a colocação dos resíduos nas vias públicas é proibida.  “Aos que não têm um depósito, recomendamos a utilização de um container”, diz o diretor de condomínios da administradora Habitacional, Márcio Bagnato. É importante também, segundo ele, o uso de sacos reforçados e com boca larga para evitar o derramamento de lixo no chão.
 
Grandes geradores. Condomínios comerciais ou mistos são considerados grandes geradores de resíduos se excedem a produção de mil litros de lixo por dia.  Nesses casos, cada conjunto é responsável pela própria coleta e deve se cadastrar na Prefeitura.  Para os residenciais, não há um limite máximo estabelecido.

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